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Ana Farinha e Teresa Cunha: “A intervenção dos cuidados paliativos na Nefrologia”

A doença renal crónica consiste numa perda progressiva e irreversível da função de ambos os rins. Pode ter várias causas: a diabetes e a hipertensão são as causas mais frequentes.
Na fase mais avançada da doença renal é necessário tomar a decisão de qual a forma de tratar o doente que melhor se adequa tendo em conta as suas patologias e estado funcional. Esta é uma decisão partilhada entre o doente, familiares e profissionais de saúde. De entre estas formas de tratar o doente encontramos a diálise (tratamento que permite a substituição de algumas das funções dos rins) e o tratamento médico conservador.

Os doentes idosos são o grupo populacional em que a doença renal crónica avançada tem aumentado mais. Nestes doentes, os sintomas não apenas da doença renal mas das suas restantes patologias podem ter um impacto muito negativo na qualidade de vida. Por outro lado, a diálise pode agravar essa qualidade de vida. Assim, nalgumas pessoas a diálise poderá não ser a melhor forma de tratar estes doentes mas sim os cuidados paliativos em Nefrologia.

O termo ‘cuidados paliativos’ está inadequadamente associado aos últimos momentos da vida. Com efeito, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define os ‘cuidados paliativos’ como “cuidados de saúde holísticos, ativos que procuram melhorar a qualidade de vida dos doentes, das suas famílias/cuidadores pela prevenção e alívio do sofrimento, através da identificação precoce, diagnóstico e tratamento adequado da dor e de outros problemas, sejam estes físicos, psicológicos, sociais ou espirituais”. Afirma ainda a OMS que haveria benefício de serem iniciados aquando o diagnóstico da doença crónica. Estes cuidados não têm como objetivo antecipar ou prolongar o processo de fim de vida, mas sim tornar este processo menos penoso.

Os cuidados paliativos nefrológicos, também conhecidos por ‘tratamento médico conservador da doença renal crónica’ (TMC DRC) oferecem, em doentes com insuficiência renal avançada, medidas terapêuticas que incluem a prevenção da deterioração da função renal, controlo de sintomas e complicações relacionadas com a progressão da doença mas também suporte psicológico, social e espiritual, não só ao doente como aos seus familiares ou cuidadores.

A equipa deteta sintomas e fontes de sofrimento, procura perceber junto dos doentes e familiares o desejo de conhecerem o seu prognóstico e de quererem ser envolvidos na planificação dos cuidados, abordar com o doente e familares as diretivas antecipadas de vontade de forma a respeitar a autonomia do doente nomeadamente quando o doente tenha perdido a capacidade de decisão (testamento vital e identificação do procurador de cuidados).

No Hospital de Vila Franca de Xira foi recentemente criada uma consulta especialmente dedicada aos doentes que optem pelo TMC-DRC. A equipa responsável por esta consulta é multidisciplinar sendo constituída por médicos, enfermeiros e assistente social e ainda com o envolvimento de outras especialidades (nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, capelão).
Os Cuidados Paliativos Nefrológicos demonstraram ser uma opção válida para doentes selecionados quer por decisão do próprio doente ou do médico nefrologista que o acompanha traduzindo-se numa melhoria da qualidade de vida e melhor controlo dos sintomas relacionados com a doença.

Especialistas em Nefrologia

https://www.sns.gov.pt/sns/cuidados-paliativos/

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