ANACOM esteve no concelho onde fez vários testes de velocidade e participou num encontro. Vodafone terá de aumentar o sinal em S. Tiago dos Velhos e Arranhó

A MEO é em média a melhor rede a operar no concelho de Arruda dos Vinhos segundo dados da Autoridade Nacional para as Comunicações (ANACOM) que apresentou um estudo no início do mês no auditório municipal. De acordo com o mesmo estudo, quando se refere a chamadas de voz, a MEO consegue chegar a um nível de 99,4 por cento, em simultâneo com a Vodafone. A NOS chega aos 98,3 por cento. Já na internet móvel, e segundo o medidor de velocidade da ANACOM, os dados encontram-se assim distribuídos atualmente: de 83,8 por cento para a MEO, 96 por cento para a Vodafone, e 83,8 por cento para a NOS.

O estudo da ANACOM esteve no terreno no dia 6 de janeiro de 2023, tendo sido percorridos cerca de 250 quilómetros no território de Arruda dos Vinhos, e realizadas 540 chamadas de voz, 552 testes de velocidade da ligação à Internet e 43 475 registos de sinal rádio.

Aliás Arruda dos Vinhos é um município onde a orografia não deixa passar algum tipo de sinal, isolando as populações e trazendo preocupações às freguesias de Arranhó e S. Tiago dos Velhos. Estas são de resto zonas sombras, e nem mesmo com os estudos apresentados e as soluções apontadas pela ANACOM, os autarcas locais ficaram descansados.

Segundo o presidente da ANACOM, João Cadete de Matos, o leilão do 5G veio obrigar as operadoras a reforçar o sinal em algumas zonas de baixa densidade. Nos territórios de Arranhó e S. Tiago dos Velhos vai caber à Vodafone o reforço desse sinal.

Aliás os autarcas e populares presentes na sala queixaram-se mesmo da falta de sinal de telefone, o que em alguns dias os deixa desesperados para efetuar uma simples chamada telefónica. Com as redes ainda em cobre, em alguns locais do país, a ANACOM, vai agora tentar que esse assunto seja resolvido através das comunicações de satélite. Existem casos onde o único operador é a MEO, mas com uma rede de comunicação deficitária e onde ainda existe o ADSL. Nestes casos, será o governo a investir nestes locais. Já que são zonas onde vivem poucas pessoas, não se torna rentável para as operadoras.

André Rijo, presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, destacou a disponibilidade do presidente da ANACOM, João Cadete de Matos, em estar presente nesta iniciativa, e salientou que o estudo agora apresentado, é relevante e “apenas o primeiro passo, para podermos fazer uma análise e um diagnóstico da situação atual e percebermos que ainda há muito caminho a percorrer e há vontade para o fazer”. O autarca acredita que a Autoridade Nacional de Comunicações está recetiva às dificuldades em termos de conetividade no município de Arruda dos Vinhos, salientando o trabalho que vai ser levado a cabo nas duas freguesias com menos cobertura de rede pela Vodafone, ao abrigo do leilão do 5G “que deverá ser concluído até ao dia 13 de julho de 2023”.

Consciente das dificuldades de comunicação em Arruda, o município assinou no ano passado um protocolo com a Altice, a dona da MEO. Há, no entanto, ainda muito a fazer no que toca às comunicações das quatro freguesias do concelho, pois registam-se “queixas em algumas localidades, nomeadamente na zona noroeste do concelho, em A-do-Baço, Arranhó e Louriceira”.

André Rijo lembrou igualmente o aumento de pessoas em teletrabalho durante a pandemia, e que este acabou por ser um teste para um futuro digital, em que os cidadãos evitarão ir aos locais de trabalho, podendo trabalhar a partir de casa, desde que exista uma boa ligação à internet, algo que é importante no município de Arruda, pois segundo os censos, foi um dos municípios que mais cresceu em termos populacionais, fixando já muitos casais jovens e não só, oriundos de Lisboa e arredores.

Ao Valor Local, João Cadete de Matos, destacou a recetividade do município de Arruda dos Vinhos e vincou inclusive que a ANACOM tem vindo a apresentar estes estudos em todo o país. João Cadete de Matos ressalvou igualmente que a Autoridade Nacional está onde é convidada, e por isso, aos poucos, estes estudos que ainda decorrem no território nacional, vão sendo dados a conhecer às populações.

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