Desde que entrou em vigor em junho deste ano, em Azambuja, que o programa Bata Branca já proporcionou 1700 consultas a quem não tem médico de família neste concelho. Os números são dados a conhecer por José Manuel Franco, presidente da Cerci Flor da Vida, instituição que assinou um protocolo com vista à colocação de médicos em horário pós-laboral (18h00 às 22h00) de segunda a sexta e aos sábados com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT). O próximo passo, segundo o dirigente da instituição, em entrevista ao Valor Local, poderá dar-se com a adoção de um outro modelo de consultas médicas, através do Via Verde Saúde que no Agrupamento de Centros de Saúde de Almada-Seixal permite consultas aos utentes das 8h00 às 20h00.

José Manuel Franco refere que já deu conta desta intenção ao novo presidente do Agrupamento de Centros de Saúde do Estuário do Tejo, Pedro Casado Espanhol. A Cerci Flor da Vida pretende trabalhar neste novo projeto de forma a apresentá-lo até ao final do ano antes que entre em funcionamento a Unidade Local de Saúde (ULS). No decorrer da implantação do Bata Branca, o dirigente agradece os esforços da Câmara Municipal e de Armando Martins do Movimento Cívico pela Saúde em Azambuja, recusando a ideia de que possa ter havido “algum mal-estar” quanto aos louros desta iniciativa.

Questionámos José Manuel Franco sobre possíveis intenções políticas e uma eventual candidatura à Câmara de Azambuja, como tem sido aventado em alguns bastidores, mas para já refere que não está nos seus planos, embora não recuse completamente a ideia no futuro.

José Manuel Franco dá conta que a IPSS promoveu uma interpretação generosa do programa Bata Branca com consultas remotas, consultas de saúde materno-infantil e a abertura do atendimento complementar aos sábados. “Tudo isto só foi possível tendo em conta o espírito de solidariedade entre os oito médicos e a instituição”. “Somos muito mais do que uma barriga de aluguer deste programa. Fazemos reuniões e estamos sempre disponíveis para ultrapassar qualquer problema que surja aos médicos, desde questões informáticas, ou outras”.

Com o programa Via Verde Saúde seria possível alocar cerca de dois a três clínicos para consultas das 8h00 às 20h00. No fundo, este projeto poderia até funcionar como uma espécie de unidade saúde familiar tipo C, algo que nunca foi implementado pelos sucessivos governos, e que passa pela gestão dos centros de saúde através de entidades do terceiro setor. O projeto deverá ter o apoio do ACES Estuário do Tejo e da Câmara de Azambuja e no fundo servirá de balão de ensaio para a futura unidade de cuidados continuados e clínica do Complexo Social e de Saúde, na Quinta das Rosas, equipamento da instituição que está a ser construído, orçado em sete milhões de euros nesta altura.

Entrevista na íntegra com José Manuel Franco, presidente da Cerci Flor da Vida na nossa edição impressa de 28 de setembro

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