24.2 C
Lisboa

Cerci Flor da Vida: Complexo Social e de Saúde com 90 camas e o dobro dos postos de trabalho

José Manuel Franco espera ver concluídas as obras do Complexo Social e de Saúde da Quinta das Rosas, a cargo da Cerci Flor da Vida, em Azambuja, em 2025. O Valor Local esteve no terreno com o presidente da IPSS que deu a conhecer o ponto de situação nos trabalhos que arrancaram nos últimos meses.

Neste momento o custo dos projetos para a Quinta das Rosas já vai em sete milhões de euros, com uma área de 5 131 metros quadrados de construção. O lar residencial obteve 900 mil euros de financiamento do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES). Na calha estão várias candidaturas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a dita bazuca europeia, bem como a outros programas de apoio, e eventualmente junto de mecenas, por parte da instituição para as restantes valências a implementar na Quinta das Rosas em Azambuja. O complexo social e de saúde contempla uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), uma Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) vocacionada para grandes dependentes, e uma clínica médica, tendo já obtido financiamento na ordem dos 742 mil 500 euros do PRR para o projeto de um Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) que deverá estar terminado até finais de 2024, início de 2025. O projeto integra ainda uma componente de apoio domiciliário no valor de 84 mil euros.

José Manuel Franco dá a conhecer que no conjunto das várias valências (ERPI, UCCI, e Lar Residencial) serão disponibilizadas 90 camas, com enfoque na área da deficiência, no mínimo serão criadas mais 18 vagas face às existentes. A instituição firmará também um protocolo com o Hospital de Vila Franca de Xira para a contratualização de camas em UCCI para os seus doentes. Já quanto ao número de trabalhadores, a instituição prepara-se para aumentar para perto do dobro, dos atuais 80 para cerca de 160 a 170, sendo que ficarão adstritos em permanência à clínica dois médicos e sete enfermeiros. “Teremos aqui um edifício muito sofisticado ao nível das suas instalações, em que cada uma das camas terá cinco tomadas para ar comprimido, oxigénio, aspiração e todo um conjunto de serviços de apoio médico e de enfermagem”.

O presidente da Cerci refere que as especialidades da clínica serão à partida adequadas com a oferta do centro de saúde de Azambuja, tendo em conta que neste momento a IPSS encontra-se a gerir o programa Bata Branca implementado no concelho. O dirigente enfatiza que todas as valências do projeto entrarão em funcionamento ao mesmo tempo. Inicialmente orçado em menos de cinco milhões, o projeto dos gases medicinais significou mais um acréscimo que a IPSS não estava a contar, mas nesta altura “e dada a gestão muito próxima, acreditamos que não deverá ir além”.

Nesta altura, a IPSS aguarda que seja disponibilizada uma verba no total de 2 milhões e 300 mil euros para as obras da UCCI e da ERPI ao abrigo dos fundos estruturais. A Cerci recebeu 300 mil euros de apoio para o seu complexo social e de saúde, e investiu a suas expensas 1 milhão. A Câmara de Azambuja deverá ajudar neste investimento, mas estima-se que não deverá ultrapassar os 300 mil euros, segundo os últimos dados. Para fazer face ao que a obra ainda vai custar, a instituição se não conseguir os apoios desejados terá de pedir um empréstimo bancário enquanto plano B. Para já esta obra que será uma das maiores, se não a maior em construção por parte de uma instituição no concelho, e está a gerar expetativas junto dos utentes e das suas famílias- Já quanto ao resto da comunidade “penso que ainda não”. “Talvez certos ‘quiosques’ que andam para aí sejam mais falados do que o que está aqui a ser feito”, desabafa.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor escreva um comentário
Por favor, o seu nome