Até setembro, a Câmara Municipal de Alenquer prevê terminar a obra de requalificação do mercado municipal. O Valor Local acompanhou os últimos trabalhos que estavam a decorrer à altura de fecho desta edição. Depois de alguns reveses e da reformulação do projeto porque parte dos materiais identificados em registos na Torre do Tombo não correspondiam à realidade, o que levou a um atraso na execução da obra, nesta fase a empreitada entrou, finalmente, em velocidade de cruzeiro, depois de muitos avanços e recuos. A crise nos materiais de construção também não ajudou ao prosseguimento esperado da obra. Ao Valor Local, o vereador com o pelouro das obras, Tiago Pedro, evidencia que espera instalar os comerciantes durante o mês de setembro.

Lá dentro do mercado, há novas funcionalidades, mais bancas, e lojas que esperam por novos comerciantes, dado que apenas cincos exercem atividade neste momento. Estão de forma provisória numa tenda uns metros mais à frente num estacionamento público na Rua Triana. Face ao investimento no espaço, Tiago Pedro espera que a Câmara de Alenquer consiga atrair novos comerciantes para o espaço que necessitava de obras há décadas e face ao estado a que chegou já não era atrativo nem para os vendedores nem para os clientes. No total o novo mercado terá 11 lojas mais as bancas centrais para frescos. Contará ainda com um pequeno espaço para esplanada interior.

O mercado está agora mais convidativo. Foram criadas lojas em todo o redor com montras para a rua. No espaço exterior haverá lugar para uma esplanada no local onde antes se assistia ao estacionamento caótico de viaturas. O autarca dá conta que o parqueamento automóvel está assegurado para cargas e descargas no futuro, bem como para quem deseje ir às compras ao mercado, que vai passar a funcionar dentro de um horário mais em conformidade com aquilo que é o estilo de vida atual dos clientes. O futuro parque de estacionamento da Chemina, do lado de lá do rio, não será uma realidade para já, embora estivesse previsto no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), mas Tiago Pedro espera que possa também cumprir, depois de pronto, com a função de servir quem se desloque ao mercado.

O mercado sofreu obras profundas “mas mantendo este perfume da sua traça de antigamente, de 1949, mas com novos materiais de construção”. Foi colocada uma cúpula em policarbonato transparente com filtro da luz direta.

Quando abrir as suas portas vai contar com as tradicionais áreas de fresco de fruta, legumes, peixe e carne, mas também com um café e uma churrasqueira. No futuro, o desejo é que se possam fixar “negócios como uma charcutaria ou uma garrafeira” ou ainda “alguém que possa vender vinho a copo, ou comida a peso, como frutos secos, dentro daquilo que são as novas tendências dos mercados de hoje”. O novo regulamento que está a ser preparado prevê a concessão através de hasta pública para os espaços vazios.

Inicialmente apenas os cinco comerciantes existentes vão inaugurar o espaço.
O investimento total nesta obra será de um milhão e 400 mil euros. Inicialmente estava prevista uma verba de 1 milhão e 79 mil euros. A Câmara previa inaugurar a obra ainda durante o primeiro semestre do ano passado numa fase inicial do arranque da empreitada. “Supostamente seria a obra com uma duração mais curta, mas será a última a ser inaugurada. Tivemos aqui a compreensão dos comerciantes que estão há mais de um ano numa tenda. Já combinámos fazer uma pequena festa aquando da inauguração”, salienta.

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