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Inês Ramos: “O Lugar de uma Mulher é onde ela quiser”

Nestes dias temos sido surpreendidos, inclusive em Portugal, com a discussão de qual o lugar, papel e direitos de uma Mulher nas sociedades atuais. Verdade, ainda há debates!

Não percebo tanto alarido e pertinência sequer para esta questão/ dúvida pois para mim, é certo que, o lugar de qualquer um e, de igual forma, de uma Mulher é, onde ela quiser. PONTO FINAL.

Espantem-se até que, nós Mulheres, somos também seres humanos, algumas com um Q.I básico que, nos permite, igualmente, desempenhar vários papéis em simultâneo. Mulheres, Mães, Profissionais, Amantes, Donas de Casa, Amigas, poucas em lugares de chefia (persiste) e outras ainda, até comandantes de Bombeiros Voluntários. E não, não somos mágicas!

SOMOS MULHERES! E seres humanos como todos os outros!

Capazes, livres, merecedoras, trabalhadoras intelectuais e emocionais!

Ultimamente assistimos a tomadas de posição, em relação a estas questões, algo extremistas e até com um ligeiro cheiro a mofo que, fazem lembrar tempos que julgávamos (nós Mulheres do hoje) completamente ultrapassados. Estarão?

Sempre gostei muito daquela expressão que faz alusão a que, não devemos culpar um palhaço por continuar a ser um palhaço, temos sim, de nos responsabilizar a nós próprias por continuarmos a ir ao circo. Um circo só se faz com público e nós, essas algumas das Mulheres do agora, têm consciência e perfeita noção do que as nossas avós, entre muitas outras passaram e lutaram para que, estivéssemos aqui hoje, em liberdade a votar, a liderar, a trabalhar, a ser mães e até inclusive a escrever artigos, expressando a sua opinião, vejam só a audácia! Mulheres como eu que, simplesmente escolhem (porque podem), que não vão ao circo!

Segundo a revista Rolling Stone, que elegeu as 500 melhores músicas de sempre e, porque a estou a ouvir neste instante enquanto vos escrevo, este “Respect”, da imortal Aretha, encabeça esta lista, porque será?

Seria pertinente refletirmos e explicarmos às Mulheres que nos sucederão quem foi Aretha, Beatriz Ângelo, quem foi Maria Barroso, Isabel do Carmo e Catarina Eufémia e contextualizá-las. Dotá-las de conhecimento e sobretudo de noção, honra e lá está, RESPEITO!

O meu pai dizia-me que a função de um pai ou de uma mãe, no caso dele, para mim, os dois, era acima de tudo, ensinar os seus filhos e filhas a voar. E eu quero que a minha filha voe também, como ele me ensinou, a voar destemidamente!

Não quero que ela viva numa sociedade de retrocessos e que viva aprisionada numa gaiola enferrujada, voando só o que lhe é imposto de modo adestrado com uma corrente na pata. NÂO!

A minha filha sabe quem foram as suas bisavós, quem foi Aretha, Beatriz, Maria, Isabel e Catarina, entre muitas outras!

E sabe a preciosidade de se ser livre para caminhar a estrada que, cada um de nós escolher para si mesmo. Sabe já, felizmente, fugir a sete pés do que a reduz, limita e a faz refém.

E um dia vai voar sem medo, no alto do seu livre-arbítrio, em esplendor e em liberdade por todo um céu limpo. Onde, sentirá que o único fator que a determinará serão, a sua coragem, tenacidade e a amplitude das suas asas!

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