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Maus cheiros das pecuárias de Azambuja são cada vez mais preocupantes

Os maus cheiros provenientes das indústrias pecuárias da freguesia de Azambuja estão a preocupar o presidente da junta, André Salema. Principalmente em alturas em que as condições atmosféricas se apresentam propícias à queda de precipitação, acontecem descargas nas linhas de água, na Ribeira do Valverde. A profusão de indústrias deste tipo na freguesia torna difícil saber a origem da poluição. Apesar de o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR ser chamado às ocorrências, certo é que pouco se sabe sobre aquilo que acontece para lá dos portões das empresas.

“Já é tempo de acabarmos com a suspeição sobre o negócio agropecuário na freguesia, mas para isso é necessário que exista uma inspeção por parte das entidades do Ambiente para se saber qual a empresa ou as empresas que podem estar na origem dos focos de poluição”, refere o autarca à nossa reportagem. André Salema conta que já solicitou junto da Câmara de Azambuja e do presidente da autarquia Silvino Lúcio para que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) envie equipas ao local.

“Há dias em que temos de conviver com cheiros nauseabundos. Possivelmente quando o aterro estava a funcionar, as pessoas mostravam mais o seu incómodo porque é complicado conviver com a ideia de que vem lixo de outros lados para a nossa terra, mas esta situação é tão ou mais grave do que uma lixeira”. O autarca refere que as suiniculturas situam-se em terrenos nas zonas de Vale Henriques, Malcurado, Casais da Margana, Casais dos Britos a que acresce ainda a vacaria da Fonte Pinheiro junto à Nacional 513. O autarca refere que muitas destas explorações possuem bolsas de tratamento e decantação, contudo não sabe se os sistemas estarão ou não a trabalhar devidamente, acreditando ainda que as descargas poderão ser provenientes de mais do que um estabelecimento pecuário.

Ao abrigo do Decreto-Lei 165/2014 que institui um novo Regime Extraordinário de Regularização das Atividades Económicas que muitas das indústrias em causa fizeram uso deste instrumento para legalizarem as suas instalações no concelho de Azambuja. Contudo, a Câmara diz também desconhecer se este foi apenas um passo jurídico e nada mais do que isso, sem que as indústrias se tivessem adaptado às normas ambientais. O autarca dá conta que já contactou as entidades competentes, mas desconhece se se deslocaram ao terreno ou não. “Penso que há falta de fiscalização. A Câmara apenas tem um fiscal neste momento. Não é que seja desculpa, mas é a realidade. A GNR através do SEPNA também se queixa da falta de efetivos. Por vezes pedimos às indústrias para que nos mostrem as análises, mas isso é nos recusado”, lamenta.

O Valor Local contactou a CCDR-LVT sobre esta problemática no concelho de Azambuja, sendo que nos foi respondido que nunca chegou a esta entidade qualquer pedido do município para fiscalização das pecuárias

“No exercício das competências de fiscalização da CCDRLVT, são regularmente realizadas ações de fiscalização no concelho da Azambuja, contudo não chegou aos nossos serviços qualquer reclamação recente relacionada com odores provenientes de pecuárias nesse concelho que tenha estado na origem dessas ações”, é ainda acrescentado.

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