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Mitos em Psiquiatria

Na sociedade contemporânea, especialmente desde a ascensão das redes sociais,
a Psiquiatria, como área da medicina dedicada ao estudo e tratamento das perturbações
mentais, é muitas vezes confrontada com uma série de equívocos e concepções erradas
por parte da população em geral, os chamados “mitos”. Neste artigo vamos então explorar alguns dos mitos mais frequentemente associados à Psiquiatria e desmistificá-los:

● “A doença mental é sinal de fraqueza”: a doença mental não resulta de um fracasso
pessoal nem tão pouco de falta de vontade, assim como a incapacidade de
caminhar por uma condição médica (por exemplo uma fratura óssea ) não resulta de
determinantes pessoais. As diferentes perturbações mentais assentam em bases
biológicas, assim como acontece em outras doenças, pelo que podem afetar
qualquer pessoa, independentemente da sua força de vontade.

● “Pessoas com doença mental são perigosas”: historicamente as representações
mediáticas de pessoas com perturbações mentais criaram e perpetuaram a ideia de
que os doentes são violentos e/ou imprevisíveis. Na verdade, os dados disponíveis
mostram-nos que a grande maioria das pessoas com doença mental não representa
uma ameaça para os outros nem está associada a maior número de casos de
agressões físicas.

● “A medicação é a única solução”: embora os medicamentos sejam uma parte
importante do tratamento para muitas perturbações psiquiátricas, não são a única
opção. As doenças mentais têm uma etiologia biopsicossocial e o tratamento deve
envolver as três vertentes, pelo que, por exemplo, certos tipos de psicoterapias
desempenham um papel fundamental no tratamento.” Apenas pessoas com problemas graves precisam de apoio psiquiátrico”: as doenças mentais variam na sua gravidade e todas elas podem beneficiar de intervenção psiquiátrica adequada a cada indivíduo. Procurar tratamento precocemente pode prevenir complicações futuras.

● “Falar sobre suicídio pode aumentar o número de tentativas”: pelo contrário, falar
abertamente sobre o suicídio pode na verdade ajudar a prevenir tentativas futuras,
pois permite que as pessoas fiquem mais sensibilizadas, expressem os seus
sentimentos e procurem ajuda.

● “As pessoas com doença mental são incapazes de ter uma vida dita normal”: esta
concepção perpetua a ideia de que as pessoas com doença mental são incapazes
de viver vidas plenas e significativas. Na verdade, com o tratamento e apoio
adequados, a grande maioria dos doentes consegue ter um percurso de vida
gratificante, constituir família e trabalhar.

Assim, desmistificar estes mitos é fundamenta de modo a promover uma
compreensão mais exata e empática das doenças mentais. Ao desafiar estas ideias erradas, podemos trabalhar para reduzir o estigma associado à Psiquiatria e garantir o
acesso a tratamento adequado.

Maria Vaz Velho, João Aidos, Vasco Medeiros- Internos da Formação Específica em Psiquiatria

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