“É particularmente chocante a sua referência aos “casos e casinhos”, forma como classificou as sucessivas demissões e trapalhadas no seu governo bem como a forma arrogante como se refere aos partidos da oposição, e aos portugueses que neles confiaram o seu voto, com o majestático e impositivo – habituem-se”

Um mês e meio em política parece uma eternidade, mas foi precisamente no dia 12 de dezembro que António Costa de uma entrevista à revista Visão com uma soberba e uma arrogância pouco compatível com os tempos difíceis em que vivemos e muito reveladora da sua faceta nestes tempos de governo de maioria absoluta.

É particularmente chocante a sua referência aos “casos e casinhos”, forma como classificou as sucessivas demissões e trapalhadas no seu governo bem como a forma arrogante como se refere aos partidos da oposição , e aos portugueses que neles confiaram o seu voto, com o majestático e impositivo – habituem-se. Pois é dr. António Costa, aí reside precisamente o maior problema da sua governação e dos resultados (ou da falta deles), que vamos verificando ao longo de quase 8 anos de governação, primeiro com os compagnons de route da extrema esquerda parlamentar e agora alicerçado numa maioria política do PS, acrítica e obediente que se torna cúmplice do desastre da governação. Não dr. António Costa, não nos habituamos a um País que sistematicamente se vê ultrapassado pelos países do Leste Europeu que aderiram recentemente à União Europeia e crescem muito mais do que nós. Não dr. António Costa, não nos habituamos a um País com uma inflação galopante, com as desculpas da guerra da Ucrânia, e em que a nossa vizinha Espanha regista números de 5,6% bem abaixo dos nossos 9,8%. Não dr. António Costa não nos habituamos a um País que desconsidera os seus Professores e Educadores que vêm adiados para as calendas todos os problemas (que não sendo recentes), não são resolvidos apesar de todas as promessas, e confrontando o País e os pais com greves que duram sem fim à vista prejudicando irreversivelmente as aprendizagens já tão fustigadas pela pandemia dos últimos anos.

Não dr. António Costa, não nos habituamos a um governo a desfazer-se na praça pública envolvido em “casos e casinhos” para usar uma expressão do próprio Primeiro- Ministro, com situações que deviam fazer corar de vergonha os próprios e o Grupo Parlamentar do PS que fala sempre na velha Ética Republicana. Não, dr. António Costa, não nos habituamos a um ex-ministro irresponsável como foi Pedro Nuno Santos, que depois de promover uma nacionalização da TAP, ter despejado lá 3,2 mil milhões de euros dos portugueses ainda dá o aval, com a ligeireza que se conhece, a indemnizações milionárias de ex-administradores que poucos meses depois vão para o governo. Não dr. António Costa, não nos habituamos a um questionário pífio que inventou à pressa e que não passa de mais um expediente para alijar responsabilidades e pretendendo envolver outros protagonista em escolhas que são da sua inteira responsabilidade. Não, dr. António Costa não nos habituamos ao descalabro dos serviços públicos particularmente nas áreas de Saúde e da Educação. Não dr. Costa não nos habituamos a isto e também não esquecemos que nos últimos 28 anos o PS governou 22. Não dr. Costa não nos esquecemos disto !!

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