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Paulo Afonso: “Declaração de Voto”

O Partido Socialista encontra-se num impasse, numa espécie de encruzilhada, não um nó górdio impossível de desatar, mas um momento de especial dificuldade que requer, uma vez mais, de todos e de cada militante um esforço de reflexão e de acção para se poder devolver a confiança ao País, ganhando-o, igualmente para o  futuro.

O futuro é sempre, em simultâneo, um tempo e um espaço que se combinam, que se mesclam e, por vezes, se confundem! É o que desejamos, ansiamos, almejamos, mas também, o lugar para onde vamos, para onde progredimos, para onde caminhamos ora passo a passo, ora de modo mais acelerado.

Todavia, convém deixar aqui claro que foi, também, assim, de forma intempestiva, inesperada que nos encontramos num processo eleitoral interno no PS, ao qual se seguirá uma contenda eleitoral externa, agendada, desde já, para o dia 10 de Março de 2024.

A disputa eleitoral interna resolver-se-á nos dias 15 e 16 de Dezembro, na qual todos os militantes socialistas serão chamados a escolher o seu próximo Secretário Geral  – e por maioria de razão o candidato a Primeiro Ministro -, assim como, os Delegados ao Congresso do PS que realizar-se-á, em Lisboa, nos dias 5, 6 e 7 de Janeiro de 2024.

Importa sublinhar, que no dealbar dos 50 anos do 25 de Abril, da implementação e da consequente consolidação do regime democrático valerá a pena no presente, no dia a dia concreto que cada um vive, olhar para trás, olhar para o passado, para aquele tempo pretérito, fazer um balanço de quase meio século de Liberdade e Democracia e reconhecer o contributo inquestionável que o PS deu para avançarmos juntos, na Europa e no Mundo, como Povo, Nação e Estado.  Com certeza foi muito, no entanto, todos nós sabemos, que o que falta cumprir pode ter um peso e um clamor quase infinitos!

Por conseguinte, é por isso que neste momento impar, onde estamos, se deve marcar posição e desvendar o caminho que se pretende tomar para continuar a avançar.

No PS, a liberdade individual e o dever de consciência de a tornar o nosso bem mais inalienável são os princípios orientadores da nossa acção colectiva como partido, são o fundamento principal da nossa autonomia estratégica.

Mais ainda, quando aliados aos valores da igualdade, da fraternidade, da justiça social, da promoção do crescimento e do desenvolvimento económico, da fruição cultural ampla, da defesa do ambiente, da democracia, da segurança humana, da cooperação internacional e do multilaterismo fazem do Partido Socialista um partido politico único e original no espectro politico-partidário nacional, não deixando de ter,  sempre  que possível, uma importância e uma influência singulares no movimento socialista mundial.

Nesse sentido, e de modo a podermos continuar este legado quero partilhar e deixar aqui as razões que me fazem apoiar e votar na candidatura do meu Camarada José Luis Carneiro a Secretário Geral do PS.

Encontro em si, a personalidade politica que no quadro do PS está em melhores condições para vencer a Direita e a Extrema Direita, bem como, prosseguir a linha de continuidade mais forte do projecto politico que o PS iniciou no Governo em 2015, continuou em 2019 e fora reforçada pela maioria absoluta de 2022.

Há uma mais valia evidente na sua ponderação institucional, tem a capacidade de inspirar uma confiança conciliadora, a habilidade de agregar e de unir, de promover o diálogo consequente e provas dadas num percurso politico impar quer no campo autárquico, quer na esfera governativa. São qualidades que permitirão ao PS saber interpretar e corresponder aos anseios e às expectativas mais profundas de todas as gerações no País.

Acredito que com José Luís Carneiro a relevância histórica do PS será mantida, até reforçada, pela valorização da sua singularidade politica e ideológica. Por outras palavras, o PS é um partido charneira, que se assume como elemento pivot para a discussão e debate críticos, para os consensos alargados com a Sociedade Civil e com os demais partidos democráticos.

Num tempo de aparentes extremismos galopantes à Direita, mas, também, à Esquerda  do PS, devemos assumir que a nossa radicalidade é a moderação e não a tentação esdrúxula de cairmos na antecipação ansiosa de uma confederação de tipo «esquerda unida», ou tão-só, num federalismo precário com as Esquerdas à Esquerda do PS.

Considero, igualmente, válido que não nos podemos deixar enredar e influenciar por esta nova espécie de «frente republicana e socialista» que se quer fundar.

Há um risco claro de se confundir um processo de normalização dialogante com a Esquerda à Esquerda do campo socialista com um exercício de colonização doutrinária oriundo da mesma, cometendo, assim,  um erro fatal que abrirá as portas ao  regresso da velha estirpe do «entrismo de bandeiras fechadas»!

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