Com um ano e pouco de mandato, e sem se poder recandidatar de novo ao cargo de Presidente da Câmara de Alenquer, Pedro Folgado, faz um “balanço positivo” do mesmo.  Numa entrevista à Rádio Valor Local, o autarca aponta ainda assim algumas situações que considera importantes e que não correram como previsto pela autarquia.

No entanto, Pedro Folgado, baseia a sua atitude positiva nos resultados das eleições de 2021, tendo conseguido o melhor resultado para o PS nos últimos 10 anos, ao vencer com maioria absoluta as eleições e tendo conseguido eleger 5 vereadores. O autarca fala em mais responsabilidade, mas também na “possibilidade de dividir mais trabalho e de haver um acompanhamento mais próximo de todas as matérias que temos vindo a desenvolver desde 2013”.

O presidente fala em obras importantes, e que na sua opinião ganharam mais agilidade com este executivo “reforçado”. Há, no entanto, alguns desafios que apareceram. O fim da pandemia e as consequências económicas e psicológicas para as famílias e empresas, merecem de Pedro Folgado e do executivo um olhar diferente. Para o autarca “as pessoas ainda sofrem com o que foi a pandemia”, garantindo que o município vai acompanhar os problemas tentando minimizar o impacto da mesma.

O fim da pandemia trouxe mais gente para Alenquer, e por isso Pedro Folgado, sublinha a necessidade de tentar acompanhar essa tendência de crescimento, já traduzida nos últimos censos. Para o presidente da Câmara há que apostar em mais equipamentos de saúde e no parque escolar, com a necessidade de construir mais uma escola na zona do Carregado.
​A falta de médicos é também uma preocupação que o autarca em conjunto com os outros presidentes de câmara do ACES do Estuário do Tejo, e por isso, refere, que tem vindo a trabalhar, neste caso para a construção de uma nova unidade de saúde familiar na freguesia de Abrigada, e a requalificação da extensão do Centro de Saúde em Olhalvo.

​A juntar a isto, também os serviços do município, têm, segundo o autarca, tentado responder ao crescente aumento da população e das suas necessidades. O autarca refere a importância de planificar e antecipar algumas questões “que são colocadas por estas novas pessoas, que não são de Alenquer, mas que passaram a viver em Alenquer”.

Com a chegada de muitos imigrantes ao concelho, Pedro Folgado fala num desafio social. A ação social do município anda no terreno, e agora com a descentralização de competências do Governo nesta área “o município que já respondia a muitas questões, passou a responder a ainda mais matérias neste domínio”.

No que toca ainda a desafios, Pedro Folgado, sublinha entre outros, as obras do PEDU, que foram feitas em tempo de pandemia, e com alguns atrasos, que por várias razões vieram a alterar o calendário e onerar mais ainda o projeto, que crê, vai ficar na história de Alenquer, até porque a requalificação daquela zona da vila, já era esperada há muito tempo.
Neste propósito, Pedro Folgado sustenta que o grande atraso foi mesmo a requalificação do Mercado Municipal, e que essa obra tem sido uma fonte de desafios, mas que estará definitivamente concluída ainda neste ano de 2023.

Acumulando a presidência da Câmara Municipal de Alenquer com a presidência da Cimoeste, Pedro Folgado, sublinha a necessidade de uma nova política de transportes. Dá como exemplo a Carris Metropolitana na Área Metropolitana de Lisboa e diz que esse deverá ser também o caminho no Oeste. Algo que vai beneficiar todos os municípios e que estará ainda em fase de estudo. A aquisição de uma companhia de transportes é algo de que se fala há vários anos, mas por enquanto esse é um projeto que está em fase de negociações.
O Hospital do Oeste é outro projeto em curso, assim com a otimização das verbas comunitárias para a criação de conteúdos nos municípios, na área das Smart Cities.

Pedro Folgado pouco presente em Alenquer

Têm sido muitas as críticas de que Pedro Folgado está pouco presente na Câmara de Alenquer, devido aos seus afazeres em outras entidades de que faz parte. As críticas têm sido veiculadas pela oposição, nomeadamente, Nuno Miguel Henriques, eleito pelo PSD.
Pedro Folgado, que sublinha ao Valor Local a sua total confiança na equipa que escolheu em 2013, refere também que quando não está presente, a equipa de vereadores faz-lhe o ponto de situação diariamente.

O autarca diz que está a par de tudo o que se passa, e sublinha que as críticas fazem parte do papel da oposição: “Têm de dizer alguma coisa. Eu não levo a mal”.

Pedro Folgado está na política há cerca de 12 anos. Primeiro como chefe de gabinete de Jorge Riso, e depois como presidente de Câmara. Da passagem de diretor de escola até autarca, foram uns escassos quatro anos, mas considera “fazer sentido haver oposição porque nos desperta para algumas coisas”. Por outro lado, “o que não levo a bem é que exista politiquice barata” .

O presidente diz que faz parte de todas as decisões tomadas pelo executivo. “Faço questão de saber tudo o que se passa”, referindo que pequenos assuntos, que são do dia a dia, ficam entregues aos vereadores.

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