JQUERY RADIO PLAYER and WORDPRESS RADIO PLUGIN powered by WordPress Webdesign Dexheim and FULL SERVICE ONLINE AGENTUR MAINZ
10.8 C
Azambuja
spot_img

PODCAST

Grande Tribuna com Paulo Colaço “Diz-me com quem queres andar, dir-te-ei quem és”.

Recebi ontem um email de um amigo. Tinha uma frase, um boneco e um link.

A frase era esta: “tu, que lês tudo, lê lá isto”.

O boneco era uma cara com a língua de fora.

O link era para o programa eleitoral do Bloco de Esquerda.

Eu achei graça e abri o link. Corri umas páginas, li algumas coisas que me pareceram música para boi dormir e detive-me num parágrafo que continha estas três ideias: “controlo democrático do sistema financeiro”,  “controlo acionista dos bancos” e “a propriedade pública [dos bancos] é condição essencial, mas não suficiente”.

Ora, isto é consistente com um cartaz que o próprio Bloco de Esquerda espalhou há poucos anos em Lisboa. O cartaz dizia: “os bancos são demasiado importantes para serem geridos por banqueiros.”

Quando vi o cartaz, eu, que sempre gostei de jogos de palavras, comecei logo a declinar aquele slogan:

“As empresas são demasiado importantes para serem geridas por empresários.”

“As aulas são demasiado importantes para serem dadas por professores.”

“Os talhos são demasiado importantes para serem propriedade dos talhantes.”

“Os jornais são demasiado importantes para serem escritos por jornalistas.”

“A justiça é demasiado importante para ser feita por juízes.”

“A vida privada é demasiado importante para ser deixada à liberdade de cada pessoa”.

Eu sei, eu sei: algumas destas frases são absurdas, mas foi o Bloco que começou!

Porque o Bloco tem uma verdadeira aversão à liberdade e à iniciativa privada. Por isso é que não quer que os bancos sejam geridos por profissionais da banca. Por isso é que a imprensa, os negócios, a saúde, a educação, a televisão, a indústria, a agricultura, seria tudo propriedade do Estado se o Bloco de Esquerda mandasse em Portugal.

Só com uma grande dose de ingenuidade se pode achar que aquele partido extremista que nasceu há 24 anos deixou de ser extremista.

Não. Não deixou.

O Bloco tornou-se parte da paisagem democrática portuguesa, mas são tudo menos democratas. Se fossem democratas não os víamos a defender regimes em que a democracia não existe.

É com esse partido que Pedro Nuno Santos diz que faria de bom grado uma coligação pós-eleitoral, caso não tivesse maioria absoluta.

Contas feitas, estou convencido de que a AD é a única força política do Centro que não venderá os seus princípios fundacionais, seja em que cenário for.

É por isso que Luís Montenegro é mesmo um líder! Tem o meu apoio.

Até para a semana.