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Grande Tribuna com Paulo Colaço – Já é altura de aprender

Nesta sexta-feira o Expresso trouxe uma bomba na capa: “30% dos jovens nascidos em Portugal já vive fora do país”.

O artigo é baseado num cálculo do Observatório da Emigração e diz que já ultrapassámos os 850 mil jovens dos 15 aos 39 que estão a morar fora de Portugal.

Para piorar, o Observatório calcula que quase um terço das portuguesas em idade fértil já não vive no país. E que 20% dos nossos nascimentos já sejam filhos de mães portuguesas que estão a viver no estrangeiro.

Os especialistas que o Expresso ouviu dizem que esta vaga de emigração vai ter grandes consequências na nossa natalidade, população ativa e produtividade.

Todos sabemos que Portugal sempre foi um país de entrada e saída.

Só que temos de distinguir o aventureirismo de quem sai para conhecer outros países (e viver neles) da resignação de quem tem de sair do seu país para poder ter uma vida.

E temos também de distinguir períodos maus da história dos países, que fazem os povos emigrar (como guerras, ditaduras ou catástrofes), da falta de esperança mais duradoura, como aquela que Portugal vive.

Em 2015, o Partido Socialista interrompeu a governação do PSD/CDS, que tinha uma estratégia de futuro: apertar o cinto hoje para que o amanhã fosse melhor e que mantivesse os portugueses em Portugal.

Infelizmente, e apesar de o PSD e CDS terem ganho essas eleições, a esquerda achou que era hora de voltar a alargar o cinto. E muitas pessoas gostam de facilidades imediatas.

É para esse perigo que eu quero alertar a todos: quem quer facilidades para hoje só vai adiar os problemas para amanhã.

Até para a semana.