JQUERY RADIO PLAYER and WORDPRESS RADIO PLUGIN powered by WordPress Webdesign Dexheim and FULL SERVICE ONLINE AGENTUR MAINZ
14.7 C
Lisboa

PODCAST

Grande Tribuna com Sara Velez – “Com mãos se faz Paz, se faz a guerra”

Na passada semana soubemos da morte de uma famosa e controversa personalidade da política Internacional: Henry Kissinger.

Kissinger foi um político, estratega, conselheiro, diplomata americano conhecido por uma vasta e volumosa obra no domínio das Relações Internacionais. Na sequência da Revolução de Abril, chegou a dar Portugal como perdido para uma ditadura comunista e temeu que o nosso país se transformasse num soviete. Enganou-se, desta vez. Enganou-se mais vezes, mas não muitas.

Kissinger ficaria conhecido pela sua habilidade diplomática, pela realpolitik e pela capacidade e prática de uma ideia também muito importante nas relações internacionais, o Balance of Power, traduzido: o Equilíbrio do Poder.

Esta ideia parte de um princípio também presente na natureza: a homeostasia capacidade natural e regulatória que a natureza tem para se regenerar e equilibrar.

Nas relações internacionais, o Balance of Power, traduz-se numa ideia fundamental: a de que a paz não é possível sempre que uma nação, ou conjunto de nações, pode crescer tanto que isso signifique a subjugação ou a aniquilação de outros. E que inevitavelmente, e sempre que se quer alcançar a paz, fortes e fracos, mesmo que concorrentes, cooperem para que no fim possamos ter a tal homeostasia, o tal equilíbrio para que todos prosperem e consigam alcançar os seus desígnios coletivos.

E vem toda a esta conversa a propósito do quê? Poderão perguntar.

Porque o mundo atravessa no tempo em que vivemos talvez um dos seus piores momentos, social e economicamente, com muita instabilidade. A tudo isto acrescem duas guerras que só podem agravar a situação.

Na Ucrânia e na Palestina, o mesmo drama: o direito à autodeterminação de duas nações que por vicissitudes diferentes, se veem envolvidos em conflitos armados que colocam em causa a estabilidade e a saudável harmonia entre nações do Mundo.

No caso da Ucrânia, uma invasão claramente violadora do Direito Internacional por parte da Rússia, que muito sofrimento tem provocado nos povos dos dois países.

No caso da Palestina, um conflito antigo e retomado de forma aberta, motivado por um atentado terrorista absolutamente condenável, mas que fez ressuscitar uma resposta de Israel, que sublinhe-se, também nunca cumpriu com as diferentes resoluções das Nações Unidas, nomeadamente aquela que define a existência e o reconhecimento de dois Estados.

“Com mãos se faz Paz, se faz a guerra” diz-nos uma velha canção do Adriano Correia de Oliveira. “Com mãos tudo se faz e se desfaz”. A época festiva que se aproxima inspira a concórdia da humanidade. Façamos, pois, auspícios à boa vontade para que alcancemos o tal equilíbrio de que nos falava Kissinger e que, pelas mãos da humanidade, a Paz no mundo possa ser alcançada.