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Paulo Colaço – “Como se deve governar quando sabemos que não vamos governar por muito tempo”.

O cenário político saído destas eleições é uma barafunda. Mesmo assim, há duas previsões unânimes.

Uma é que o Luís Montenegro será primeiro-ministro. A outra é que o seu governo não vai durar os quatro anos. Se calhar, nem dois. Porquê? Porque dificilmente o Partido Socialista e o Chega vão aguentar tanto tempo a deixar passar orçamentos. A testosterona política faz prever para breve uma ida às urnas.

Assim, a grande questão é saber como é que governa um primeiro-ministro sabendo que tem pouco tempo para impressionar o povo.

A história política em Portugal diz que o PSD e o CDS governam a pensar naquilo de que os portugueses precisam. Já o Partido Socialista governa a pensar naquilo que os portugueses querem.

O PSD e o CDS governam como aqueles pais muito conscientes, que põem os filhos a comer brócolos e peixe cozido.

O Partido Socialista governa como os pais divorciados, que só conseguem estar com os filhos ao fim-de-semana e compram pizzas e gelados para subornar os miúdos.

Claro que isto é uma caricatura. Claro que não há gente assim. Isto só serve para explicar que há governos que pensam no futuro das pessoas e há governos que só pensam no futuro do partido.

É por isso que o sentido de responsabilidade dos primeiros-ministros nem sempre é acompanhado de grande popularidade.

Sobretudo, porque em qualquer país do mundo, os eleitores dão mais importância ao seu interesse pessoal do que ao interesse coletivo.

Assim, o Luís Montenegro tem um papel difícil: governar para o bem comum, tendo sempre em conta os sonhos individuais.

Eu acho que o Luís Montenegro vai cumprir bem o seu papel. Porque está comprometido com o interesse global e percebeu bem que não pode esquecer as angústias individuais dos portugueses.

Até para a semana.