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Presidente da Câmara de Vila Franca manda família de etnia ir trabalhar para ter direito a casa

Uma família de etnia que habita nas traseiras das antigas instalações da IMPROSIT no Sobralinho deslocou-se à última reunião de Câmara de Vila Franca de Xira para questionar acerca do ponto de situação quanto à atribuição de habitações sociais. A família que vive com mais famílias em barracas sem condições de habitabilidade, no local, pediu ao presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, para que vá conhecer as condições em que vivem. Contudo os ânimos subiram de tom, entre o morador Ezequiel Abrantes e o presidente da autarquia, tendo Fernando Paulo Ferreira interrompido a sessão.

Visivelmente alterado e aos gritos, o munícipe desabafou que a Câmara não pode continuar a ignorar a situação dos moradores em causa que vivem em barracas. Chove no seu interior, e os ratos são visita indesejada de casa. Há muito que não há luz nem água no local. Há mais de 30 anos que a comunidade cigana ocupa aquele terreno sem fim à vista. A família em causa beneficia de apoios sociais, mas no caso do casal Joelma Abrantes e Ezequiel Abrantes, o presidente da Câmara exortou-os “a arranjarem emprego ou frequentarem formação profissional” pois assim será, à partida, mais fácil terem acesso a uma habitação da Câmara no âmbito do 1º Direito . O autarca adiantou ainda que  o munícipe ocupou uma casa ilegalmente e que esse é um fator penalizador no acesso a nova habitação, mas não colocou completamente de parte essa possibilidade, dado que ficou como suplente na atribuição de casas que decorreu em 2022. O autarca não foi de modas e aconselhou Ezequiel Abrantes a fazer-se à vida – “Faz sentido com a sua idade e a sua energia poder ingressar no mercado de trabalho. Não se assuste com o trabalho, porque todos trabalham. A sua companheira, Joelma Abrantes, também deverá procurar formação profissional e responder a pedidos de trabalho”. O autarca que foi acusado de xenofobia pelos munícipes em causa, recusou tal afirmação.

Em tempos falou-se num programa especial de realojamento no qual estariam contempladas as famílias de etnia deste bairro de barracas no Sobralinho, mas até à data não passou do papel.

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1 COMENTÁRIO

  1. Em Curitiba, no Paraná e onde vou visitar a minha filha, estas pessoas passavam imediatamente para trabalho camarário como apanhadores de lixo, ou guáris, nome pelo qual são conhecidos. O programa resultou tão bem na limpeza da cidade que no ano passado os guáris foram premiados!

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