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Programa Bata Branca em risco no concelho de Azambuja

O projeto Bata Branca em Azambuja pode estar em risco. Através de comunicado, a IPSS que assumiu a meio do ano passado este projeto no centro de saúde e que tem sido um balão de oxigénio face à falta de médicos de família, emitiu um comunicado em que se afirma perplexa com as declarações do presidente da Câmara, Silvino Lúcio, na última reunião do executivo, face à necessidade de renovação do protocolo. (Recorde-se que o Estado avança com 27 euros e a Câmara com 13 euros por cada hora de serviço dos clínicos nestas consultas em horário pós laboral).

Face à necessidade de renovação do documento com a passagem administrativa da ARS-LVT para a nova ULS Estuário do Tejo, este protocolo está a sofrer alguns atrasos, sendo que o Valor Local sabe que há vontade por parte da nova administração de Carlos Andrade Costa na continuidade do programa Bata Branca em Azambuja. Contudo José Manuel Franco, presidente da Cerci ficou perplexo com as declarações do presidente da Câmara, na última reunião do executivo, segundo as quais enquanto não houver protocolo por parte do Estado, a Câmara também não pode avançar com a sua parte nesse mesmo protocolo, dando a entender ainda que o município é que gere toda a componente logística do Bata Branca através da contração de uma enfermeira para o efeito. Palavras que terão sido a gota de água na relação entre Câmara e Cerci, que nos bastidores têm puxado dos galões, cada uma de per si, e sem muita solidariedade entre instituições, segundo apurámos.

Ora sem verbas ainda que momentaneamente, segundo tudo leva a crer, por parte das duas entidades, a Cerci diz que não tem meios financeiros a partir de 1 de março para fazer pagamentos aos médicos a suas expensas até que seja ressarcida. Isso mesmo expressa o comunicado, segundo o qual a Cerci Flor da Vida reflete que não tem condições a partir daquela data para dar continuidade às consultas, e demais programas no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários em Azambuja. Ao Valor Local, José Manuel Franco, diz que a Cerci ainda tem por receber as verbas referentes a janeiro deste ano. “Não podemos avançar sem esse protocolo, porque ninguém compra uma casa sem fazer uma escritura”, ilustra para demonstrar que o município já podia ter dado o primeiro passo – “Dizem que não podem avançar enquanto o Estado não o fizer. Penso o contrário, mas não me meto para já”, deixa no ar. José Manuel Franco reforça que as consultas estão a decorrer naturalmente para já.

Ouvida a oposição no município, Rui Corça, vereador do PSD, considera que a Câmara já podia ter andado para a frente com a sua parte no protocolo, “mas enrolaram-se todos com esta questão, o que demonstra uma grande incompetência por parte do município”. Já a vereadora do Chega, Inês Louro, fala em falta de respeito e de um dia negro para a saúde no município que tem apenas um responsável, o presidente da Câmara, Silvino Lúcio.

Silvino Lúcio, presidente da Câmara, ouvido pelo Valor Local, recusa-se para já a comentar o conteúdo do comunicado, mas adianta que os serviços jurídicos do município não aconselham a celebrar protocolo com a IPSS antes que o Estado também o faça. O presidente da Câmara vai também reunir-se na próxima segunda-feira com o presidente da ULS Estuário do Tejo na tentativa de desbloquear a situação.

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