A Sem Ir Lda, com sede no concelho de Azambuja, foi a empresa do setor das fotovoltaicas escolhida para representar em Portugal as novas baterias da Huawei. A empresa esteve recentemente em Munique numa feira internacional a convite do gigante asiático, para ver in loco os benefícios tecnológicos destes novos equipamentos que prometem revolucionar, em termos de capacidade, o mercado da energia europeu, mas especificamente em Portugal.

A Sem Ir continua a apostar no mercado nacional, quer o residencial quer o empresarial, e as feiras do setor são “uma excelente montra para novos negócios e conhecimento”. Ainda assim, este ano a empresa esteve apenas presente na Tektónica, deixando para já a Feira Nacional de Agricultura, “onde o tipo de cliente é diferente, porque compra menos do que o cliente específico da Tektónica”, segundo José Eduardo.

De acordo com CEO da Sem Ir, a Feira Internacional de Munique, é uma das mais importantes da Europa e do mundo na área das tecnologias.  Em Munique, explica José Eduardo, estão “todas as empresas que se dignam a construir e fabricar produtos para as energias renováveis, sobretudo na área dos painéis fotovoltaicos, baterias e sistemas de mobilidade elétrica”. É por lá que estão também, as novidades da gestão residencial e empresarial, “área na qual estamos a desenvolver estas soluções já há algum tempo”.

José Eduardo salienta que a Huawei é “o maior fabricante mundial desta tecnologia, com uma qualidade bastante forte e concorrente com qualquer bom produto europeu”, vincando que as novas soluções daquela empresa pretendem ir mais além junto das empresas “que não podem parar a produção devido a um corte de energia”, que salienta, serem bastante frequentes em algumas zonas do país.

A Sem Ir vai liderar em Portugal oito projetos que envolvem as baterias agora apresentadas em Munique pela Huawei. As baterias que começam a chegar ao país antes do fim do ano, destinam-se a grandes empresas e têm uma capacidade de 200 quilowatts.

Este é uma tecnologia pioneira e que ocupa o espaço de um contentor de transporte, é maior do que um carro e possui algumas especificidades técnicas importantes para determinados setores.

José Eduardo salienta que esta nova tecnologia evita paragens de produção. Em termos simplistas, “este equipamento liga-se muito rapidamente, podendo e devendo substituir um gerador a combustível fóssil de uma forma mais eficaz e quase imediata, evitando parar a produção, como acontece atualmente numa empresa agroalimentar em Alpiarça, onde se produz um dos melhores leites do país”, exemplifica.

Esta tecnologia vai permitir, por exemplo que em caso de corte de luz “enquanto se efetua a ordenha, não existam cortes nem sobressaltos”. “Uma tecnologia destas evitará a paragem da linha de produção e a consequente lentidão no arranque da mesma, originando percas financeiras significativas para a empresa”.

Para o SEO da Sem Ir “isto é um salto muito grande na tecnologia” e anuncia que já está a apresentar este projeto a alguns clientes, nomeadamente, na área da logística de norte a sul do país.

Empresa à procura de novas instalações entre Azambuja e Alenquer

Para já a Sem Ir continua à procura de um espaço para continuar a crescer. A empresa continua a recrutar trabalhadores, mas precisa de novo espaço. José Eduardo diz que existem duas hipóteses em cima da mesa. Uma em Aveiras, e outra em Alenquer. O CEO diz que gostaria de continuar no concelho de Azambuja, mas isso também não depende da empresa. Há, outros fatores a ter em conta como os terrenos e o PDM. No entanto sublinha que a Sem Ir não necessita de um grande armazém, pelo que o terreno não tem de ser muito grande. A empresa compra à medida das necessidades e isso deverá fazer a diferença na hora de escolher a nova localização.

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