Apanhar sol é essencial para a saúde. Devemos aprender a retirar o melhor que ele nos pode oferecer. Proteger do excesso é fundamental!

A radiação ultravioleta (UV) em baixa dosagem é benéfica para o ser humano  contribuindo para a produção de vitamina D e tratamento auxiliar de várias doenças. Em altas dosagens e exposição prolongadas ao sol tem efeitos prejudiciais para a saúde.

Os raios ultravioleta-A (UVA) são os mais preocupantes independentemente da altitude e do clima: frio, chuva, neve, sol ou nevoeiro. Penetram mais profundamente na pele e são responsáveis pelo envelhecimento precoce, manchas na pele, alergias e o cancro de pele.
Os raios ultravioletas-B (UVB) penetram mais superficialmente na pele causando escaldões e queimaduras solares típicas das estações quentes do ano.

A pele memoriza todas as agressões solares ao longo da vida. A exposição exagerada e sem proteção constitui um factor de risco para o desenvolvimento de lesões pré-malignas como queratoses actínicas e malignas incluindo carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma, para alem do envelhecimento prematuro da pele, danos oculares, reacções fotoalérgicas e enfraquecimento do sistema imunitário.

Os mais vulneráveis à exposição solar e ao calor são as crianças nos primeiros anos de vida; pessoas idosas; grávidas; portadores de doenças crónicas (nomeadamente doenças cardiovasculares, respiratórias, renais, diabetes, alcoolismo); pessoas obesas; pessoas acamadas; pessoas com problemas de saúde mental; pessoas a tomar alguns medicamentos, como anti-hipertensores, antiarrítmicos, diuréticos, anti-depressivos, neurolépticos; trabalhadores / desportistas ao ar livre e pessoas que vivem em más condições de habitação.

A exposição a períodos de calor intenso, durante vários dias consecutivos – ondas de calor – constitui uma agressão para o organismo, podendo conduzir à desidratação, ao agravamento de doenças crónicas, esgotamento ou a um golpe de calor, situação muito grave e que pode provocar danos irreversíveis na saúde, ou inclusive levar à morte.

Como proteger-se do sol e do calor?

    • Evite o “horário vermelho” (12h00 às 16h00);
    • Use vestuário leve, fresco e de algodão;​
    • Use chapéu de abas largas;​
    • Use óculos escuros;​
    • Aplique protetor solar (SPF ≥30) e reforce a cada duas horas mesmo em dias nublados e/ou sempre que transpirar ou mergulhar – Não esquecer as áreas mais sensíveis (lábios, orelhas, nariz e pescoço);​
    • Opte por praticar exercício físico pela manhã cedo ou pelo final do dia;
    • Procure locais à sombra e frescos.
    • Evite mudanças bruscas de temperatura; ​
    • Tome banhos de água tépida;
    • Aumente a ingestão de líquidos (preferencialmente água) e evite bebidas alcoólicas;
    • Faça refeições leves, frescas e pouco condimentadas;
    • Se trabalhar ao sol, tente criar condições de sombra.
    • Em casa, evite que o calor entre (corra persianas; abra as janelas durante o período noturno); ​
    • Nos utentes acamados utilize menos roupa na cama; ​
    • Em viagem, se o carro não tiver ar condicionado não feche completamente as janelas; ​Sempre que possível escolha horários de menos calor para realizar as suas viagens.

Ter presente que a neve, a relva, a água e a areia são reflectores da radiação aumentando os seus efeitos na nossa pele, por isso mesmo debaixo de um guarda sol podemos sofrer queimadura solar.  A água reflecte até 50% dos raios UV e mais de 50% dos UV atingem 50 cm de profundidade.

É fundamental proteger-se adequadamente. Deve examinar a sua pele realizando autoexame periodicamente como medida preventiva e atempada do cancro da pele.

Serviço de Dermatologia do HVFX,EPE

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