A Triaza voltou a remeter à Câmara de Azambuja um pedido para abertura da segunda célula com vista ao aumento do aterro situado na Quinta da Queijeira. Recorde-se que a suspensão da atividade da empresa foi comunicada em junho de 2022 junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), após o indeferimento por parte do município quanto às pretensões da empresa que passavam pela abertura de uma segunda célula. Com uma única célula ativa e com a cota altimétrica ultrapassada, a empresa viu-se forçada a interromper a sua atividade no local. Ao Valor Local, o presidente da Câmara, Silvino Lúcio, refere que a posição do município não se alterou um milímetro, e que vai mais uma vez indeferir o pedido da Triaza. Silvino Lúcio refere mesmo que este tipo de procedimento deve relacionar-se “com algum tipo de estratégia dos advogados” tendo em conta o processo relativo a um pedido de indemnização da empresa que corre termos nos tribunais.

Recorde-se que a relação entre a empresa e a Câmara começou a azedar em inícios de 2020 quando os maus cheiros começaram a ser sentidos pela população que se organizou em vários movimentos cívicos de recolha de assinaturas para contestar a atividade da Triaza. Um ano e meio após o início da sua laboração em Azambuja, a empresa do universo SUMA, Mota-Engil e Urbaser requereu a abertura da segunda célula do aterro, indeferida pelo município que assim não aceitou a recalendarização de faseamento da obra, alegando a caducidade da aprovação do projeto de arquitetura que tinha sido enviado para o município fora de prazo. A empresa, entretanto, obteve em 2021 a revalidação da licença ambiental por parte da Agência Portuguesa do Ambiente e a licença de atividade através da CCDR-LVT para mais quatro anos. A atividade ficou em suspenso por falta da licença de construção que teria de ser emitida pelo município

É neste pressuposto de um procedimento burocrático que aconteceu fora dos prazos que a Câmara se tem agarrado e através do qual se prepara para esgrimir nos próximos anos uma contenda jurídica com a empesa a pedir uma indemnização de 12 milhões de euros aos eleitos do mandato 2017-2021 no órgão executivo: Luís de Sousa, António José Matos, Silvino Lúcio, Sílvia Vítor (PS); Rui Corça, Maria João Canilho (PSD) e David Mendes (CDU). Segundo o que apurámos nenhum destes eleitos daquele mandato foram ainda chamados a falar perante a justiça no âmbito deste processo.

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