Rui Berkemeier, daquela associação, explicou na Rádio Valor Local as incidências de um fogo num aterro. Apurar se chegou aos lençóis freáticos, e a implicação do amianto neste sinistro são matérias a investigar

Apesar do incêndio ter feito soar todas as campainhas quanto ao funcionamento da estrutura, não foram feitas exigências ou recomendações à empresa

O incêndio que deflagrou no aterro de Azambuja, nesta terça-feira ao início da tarde, e que mobilizou 42 homens para o teatro de operações está a deixar a Zero- Sistema Terrestre Sustentável preocupada. Em declarações ao programa Hora Local da Rádio Valor Local, Rui Berkemeier, especialista em resíduos, revelou que este tipo de ocorrências podiam ser evitadas se não fossem depositados resíduos orgânicos nestas unidades, situação para a qual a associação que representa tem vindo a alertar. Perceber até que ponto o amianto que ali se encontra depositado foi afetado pelo sinistro junto da Agência Portuguesa do Ambiente será uma das démarches que a associação pretende efetuar. A combustão de materiais sintéticos poluentes para a atmosfera é também preocupante, embora o incêndio tenha tido uma curta duração.

Berkemeier refere que este caso vai ter de ser obrigatoriamente investigado pelas entidades do Estado para se aferir as causas do mesmo. “Este aterro já não devia estar a receber resíduos orgânicos bem como outros no país”, porque “não existe uma correta separação destes resíduos industriais”. O especialista em resíduos espera que a empresa agora avalie até que ponto os taludes e os lençóis freáticos ficaram comprometidos “para se saber se é necessário fazer alguma reparação que não será fácil”. “Há formas de se fazer essa avaliação para se saber o comportamento dos lixiviados, se houve ou não fugas para a zona inferior da célula, sendo por isso importante que as entidades ambientais atuem para se saberem todas as implicações”. Até porque “se a tela foi danificada há um perigo de risco de contaminação das águas subterrâneas”.

Ainda neste Hora Local ouvimos o rescaldo do incêndio com o comandante dos Bombeiros de Azambuja, Ricardo Correia, que falou no controle do sinistro e da preparação dos soldados da paz para lidarem com este tipo de incêndios com a especificidade de se ter desenrolado num aterro, com ventos a soprarem a 32 km/hora.

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