O sistema de videovigilância no concelho do Cartaxo está a avançar, ainda que de forma gradual, com o objetivo de reforçar o sentimento de segurança da população, na sequência de uma vaga de assaltos registada recentemente em diferentes zonas do concelho.
O tema foi abordado pelo presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, João Heitor, em resposta a uma munícipe, tendo o autarca explicado que a intervenção do município está limitada às suas competências, mas que existe um trabalho articulado com as forças de segurança no sentido de reforçar os meios disponíveis. Segundo João Heitor, a autarquia tem vindo a desenvolver esforços para criar condições que permitam uma resposta mais eficaz às preocupações manifestadas pela população.
De acordo com o presidente da Câmara, o processo de implementação do sistema de videovigilância encontra-se numa fase mais avançada na cidade do Cartaxo, em articulação com a PSP. Em paralelo, estão também a decorrer contactos com a GNR para alargar esta ferramenta às freguesias do concelho. “Já iniciámos esse processo com a GNR, que está numa fase menos avançada, para implementar também nas freguesias, em algumas zonas que a GNR entende que são importantes de vigiar”, explicou.
João Heitor sublinhou que a videovigilância não é uma solução milagrosa para a criminalidade, mas constitui um instrumento relevante de apoio ao trabalho das forças de segurança. “A videovigilância não vai fazer com que deixe de haver criminalidade, mas ajuda as forças de segurança naquilo que é o seu trabalho”, afirmou, lembrando que tanto a PSP como a GNR enfrentam constrangimentos significativos ao nível dos recursos humanos.
O autarca acrescentou que o município está consciente do impacto que situações de insegurança têm na vida das pessoas, sobretudo quando afetam o quotidiano e a tranquilidade das comunidades. Nesse sentido, garantiu que a Câmara Municipal está a agir dentro das suas possibilidades para contribuir para um ambiente mais seguro, em colaboração com as entidades competentes.
“Não só estamos solidários com quem sofre na pele estes impactos, como estamos a fazer algo para ajudar as forças de segurança e para ajudar a criar um sentimento de maior segurança na nossa comunidade”, concluiu João Heitor.




