Diz Que Disse Edição de 9 de fevereiro teve como temas centrais o pós eleições presidenciais e a gestão política das cheias, numa conversa conduzida por Flávia Pimenta e Jorge Andrade.
Na primeira parte do programa, os comentadores analisaram o resultado da segunda volta e o significado político da vitória de António José Seguro, sublinhando a participação dos eleitores apesar das condições meteorológicas adversas. Flávia destacou a leitura de uma vitória pessoal e de perfil moderado, enquanto Jorge apontou reservas sobre a indefinição do novo Presidente e a forma como a campanha decorreu, com foco na estabilidade e nos equilíbrios institucionais. A conversa passou também pelo papel dos partidos, pela abstenção e pela tentativa de transportar leituras presidenciais para o plano legislativo.
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Via telefone, entrou David Pato Ferreira, vereador do PSD em Vila Franca de Xira, que deixou uma palavra de solidariedade às populações afetadas pelas intempéries e enquadrou o resultado como reflexo da dispersão do centro direita na primeira volta. Defendeu que a comparação entre presidenciais e legislativas é enganadora e criticou a instrumentalização do mau tempo na campanha, sublinhando o contraste entre as intervenções dos candidatos na noite eleitoral. Abordou ainda implicações para o Governo e para a estratégia do PSD, bem como a personalização do Chega em torno de André Ventura.
Mais tarde, participou também por telefone Cláudio Lotra, comentador do Maioria Absoluta, que destacou a maturidade democrática dos eleitores, a recusa de apelos ao boicote e a escolha de uma solução de estabilidade. Salientou que os resultados não devem ser lidos como um reforço automático partidário e defendeu que o Partido Socialista tem de fazer o seu caminho interno sem depender de Belém. Na transição para o segundo tema, comentou a complexidade da resposta no terreno e a necessidade de manter apoio continuado, com menos burocracia.
Na segunda parte, o programa centrou-se na sequência de tempestades e no impacto regional. Jorge descreveu a evacuação na zona de Manique e levantou questões sobre ordenamento do território, fiscalização e obras em estruturas de retenção, defendendo que é preferível excesso de zelo a riscos para as populações. Flávia abordou a resposta municipal em Vila Franca de Xira, a importância da comunicação e prevenção, e apontou para a necessidade de políticas climáticas e de ordenamento do território mais firmes, sublinhando também o impacto económico e social das cheias. Ambos concordaram que estes fenómenos tenderão a repetir-se e que a prevenção tem de ganhar peso face à reação.
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