A Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira ultrapassou finalmente o impasse político que se arrastava há quase quatro meses e tem agora executivo em funções, depois de aprovada em Assembleia de Freguesia a lista apresentada pelo Partido Socialista. O presidente da Junta, Ricardo Carvalho, confirmou ao Valor Local que a situação está regularizada e que a prioridade passa agora pela apresentação do orçamento à Assembleia.
O PS, apesar de ter sido o partido mais votado nas últimas eleições, elegeu quatro mandatos, necessitando de um quinto para viabilizar o executivo. Tal obrigou a um processo negocial prolongado com as restantes forças políticas representadas na Assembleia. “Foi uma negociação difícil, foram três meses de negociação”, afirmou Ricardo Carvalho ao Valor Local, sublinhando que houve contactos com a Coligação Nova Geração e com a CDU, depois de se ter verificado não existirem condições para entendimento com todas as forças.

A solução acabou por passar pela integração de Pedro Santos, da CDU, no executivo, permitindo garantir maioria e estabilidade. O executivo é agora composto por Ricardo Carvalho, Fátima Nalha, Márcio Farinha e Mónica Ramos, do Partido Socialista, e Pedro Santos, da CDU.
Para a Mesa da Assembleia de Freguesia foram aprovados Isabel Estevinha como presidente, Luís Rocha como primeiro-secretário e Ana Margarida Rodrigues como segundo-secretária.
Ricardo Carvalho explicou que, terminada a Assembleia, convocou de imediato uma reunião com os elementos do executivo para distribuir pelouros e funções. “Assim que a Assembleia terminou, convoquei imediatamente uma reunião com os elementos do executivo e estivemos reunidos até sensivelmente à uma e meia da manhã para a distribuição de funções e de pelouros”, relatou.
Com o executivo formalizado, o presidente da Junta garante que o foco é recuperar o tempo perdido. “Vamos começar agora a trabalhar o mais rapidamente possível no orçamento, para ser apresentado o mais rapidamente possível, porque estamos aqui a querer recuperar o tempo perdido nestes três meses, quase quatro meses”, afirmou.
A ausência de orçamento aprovado tem condicionado a atividade da Junta, que se viu obrigada a protelar intervenções e obras previstas para a freguesia. Sem o instrumento financeiro validado em Assembleia, a gestão ficou limitada, situação que o autarca considera urgente ultrapassar.
Depois da apresentação do orçamento, o executivo pretende avançar com a respetiva revisão para integrar o saldo de gerência e reforçar a capacidade de investimento. “Logo após a apresentação do orçamento, vamos imediatamente começar a trabalhar na revisão para apresentarmos o saldo de gerência e injetarmos o capital que temos de receita para começarmos a funcionar a 100 por cento na gestão da freguesia”, acrescentou.
Com o impasse resolvido e os pelouros já distribuídos, a Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira entra agora numa nova fase, com a promessa de acelerar a execução de projetos que ficaram em espera durante o período de indefinição política.




