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Autarcas levam fecho das urgências à Assembleia e querem ouvir deputados

Autarcas da região de Vila Franca de Xira e da Margem Sul do Tejo decidiram avançar com um pedido de reunião aos grupos parlamentares na Assembleia da República, na sequência do encerramento das urgências de obstetrícia, numa posição conjunta que pretende dar expressão a um problema que já afeta mais de um milhão de pessoas.

A decisão foi tomada após um encontro entre municípios das duas margens do Tejo, todos impactados pela reorganização destes serviços. O objetivo passa por sensibilizar os partidos políticos para as consequências da medida junto das populações, sobretudo ao nível do acesso a cuidados de saúde em situações de urgência.

Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, explicou que esta articulação resulta de um diagnóstico conjunto da realidade vivida nos dois territórios. Em causa está o aumento das distâncias até às unidades hospitalares de referência e as dificuldades de acesso, nomeadamente no caso do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, para onde estão a ser encaminhadas as situações mais graves.

No caso de Vila Franca de Xira, o autarca sublinha que se trata de uma área com cerca de 250 mil pessoas, sendo o único município desta zona integrado na Área Metropolitana de Lisboa, ao contrário de outros concelhos abrangidos por esta reorganização. Ainda assim, alerta para a ausência de transportes públicos diretos para Loures, o que agrava as dificuldades de deslocação.

Já na Margem Sul, o impacto é ainda mais expressivo, podendo abranger cerca de 900 mil pessoas. No total, os autarcas estimam que mais de um milhão de utentes estejam afetados por estas alterações no funcionamento das urgências.

Também do lado da Margem Sul, o presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, deixou críticas à forma como estas decisões têm sido implementadas. O autarca considera que existe um problema real de falta de profissionais de saúde, mas alerta para o facto de as medidas adotadas serem essencialmente de curto prazo e não responderem às causas estruturais.

Segundo explicou, a dificuldade em substituir os profissionais que vão saindo do Serviço Nacional de Saúde, aliada ao envelhecimento das equipas, tem vindo a agravar o problema ao longo dos anos. No caso do Hospital do Barreiro, admite que ainda não foi possível avançar com determinados modelos de urgência regional precisamente por falta de médicos.

Para os autarcas, existe o risco de medidas inicialmente pensadas como temporárias se transformarem em soluções permanentes. Recordam que o modelo de funcionamento alternado das urgências já tinha sido apontado como um possível passo intermédio para o cenário atual de encerramento.

A preocupação prende-se também com o impacto direto na população. Ao aumentar as distâncias até aos serviços de urgência, sobretudo em contextos que exigem resposta rápida, como é o caso da obstetrícia, os autarcas alertam para potenciais riscos acrescidos.

Em simultâneo, defendem que a reorganização não pode passar por uma lógica de concentração de serviços que afaste as populações dos cuidados de proximidade, sublinhando que está em causa uma resposta que deve ser pensada em rede, de forma articulada entre unidades hospitalares da margem norte e da margem sul.

Apesar das críticas, os autarcas sublinham disponibilidade para o diálogo com o Governo e com os partidos políticos. O pedido de reunião aos grupos parlamentares surge como uma primeira etapa nesse processo, com o objetivo de dar voz às preocupações dos territórios e pressionar para a definição de soluções.

A exigência central é clara: além das respostas imediatas para fazer face à falta de profissionais, é necessária uma estratégia estrutural que permita inverter a tendência atual e garantir a sustentabilidade dos serviços de saúde no futuro.

Depois desta ronda de contactos com os partidos, os autarcas admitem avançar com novas iniciativas conjuntas, mantendo a articulação entre os municípios das duas margens do Tejo.

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