A gestão do estacionamento na vila de Azambuja continua a ser um dos problemas mais sentidos pela população e uma das prioridades assumidas pelo presidente da Câmara, Silvino Lúcio, no arranque deste novo mandato. Em entrevista ao programa Hora Extra da Rádio Valor Local, o autarca confirmou que o município vai avançar com estacionamento tarifado, num modelo que descreve como “suave”, pensado para ordenar a vila sem prejudicar o comércio local ou os residentes.
Segundo o presidente, a pressão automóvel na vila atinge níveis difíceis de gerir entre segunda e sexta-feira, com a maioria dos lugares ocupados logo a partir das nove da manhã. O município concluiu recentemente o estudo técnico para uma nova postura de trânsito que inclui zonas tarifadas na rua principal e nas perpendiculares à Nacional 3, e vai agora ouvir a oposição numa reunião marcada para a próxima semana. O objetivo é recolher contributos e ajustar a proposta antes de a transformar em regulamento.
Silvino Lúcio destaca que o estacionamento tarifado não é uma medida isolada. O município está também a negociar com proprietários privados para ampliar bolsas de estacionamento na zona poente da vila e melhorar parques existentes, com mais iluminação, segurança e melhores acessos. O autarca recorda que a mudança de hábitos é um processo lento, mas inevitável. Como exemplo, sublinha o caso recente do parque junto à antiga EPAC, que era praticamente ignorado e que, após pequenas obras nas imediações, passou a estar cheio todos os dias.
O presidente da autarquia reconhece que existe resistência de alguns moradores em utilizar parques mais afastados, mas insiste que a vila tem de adaptar-se às necessidades atuais. “Há quem diga que é muito longe estacionar junto à Praça de Toiros, mas depois vemos essas mesmas pessoas a passear ou a correr à tarde”, recordou, sublinhando que a solução passa por organização e não por aumentar indefinidamente a oferta no centro.
O município acredita que o novo modelo, articulado com mais estacionamento periférico, permitirá aliviar a pressão diária sobre o centro e criar melhores condições de circulação. Para Silvino Lúcio, o estacionamento tarifado será uma ferramenta de gestão e não uma penalização: “É uma necessidade para que a vila funcione.”




