A incerteza em torno da assistência médica voltou a marcar a reunião de Câmara de Azambuja, realizada a 2 de dezembro. O presidente da autarquia, Silvino Lúcio confirmou que o projeto Bata Branca, responsável por parte significativa da resposta de saúde no concelho, termina no final do mês, enquanto a nova Unidade de Saúde Familiar só deverá abrir portas em abril, “na melhor das hipóteses”. Recorde-se que o concelho conta apenas com um único médico de família.
A situação deixa milhares de utentes num limbo. Segundo Silvino Lúcio, a futura USF terá capacidade inicial para cerca de sete mil pessoas, mas continuará a existir um universo entre oito a onze mil habitantes sem médico de família. Perante este cenário, os vereadores e munícipes presentes pediram à autarquia que não deixe a população sem qualquer solução durante o primeiro trimestre de 2025.
O presidente garantiu que já transmitiu à tutela a importância de manter o projeto Bata Branca até à entrada em funcionamento da USF. Silvino Lúcio adiantou ainda que os cinco presidentes de Câmara da ULS Estuário do Tejo solicitaram uma reunião urgente à nova direção da unidade, estando apenas a aguardar agendamento. “Acreditamos que é possível garantir a continuidade do projeto. Se tal não acontecer, colocaremos outras soluções em cima da mesa”, afirmou.
A prioridade, sublinhou, é evitar que o concelho volte a enfrentar um vazio assistencial como o que motivou a criação do Bata Branca. “Temos a obrigação de assegurar que a população não fica sem resposta”, reforçou o presidente da Câmara.




