A Carris Metropolitana deu mais um passo na transição para uma mobilidade mais sustentável com a entrada em operação de 60 novos autocarros 100% elétricos nos municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal. As novas viaturas foram adquiridas pela Alsa Todi, operadora da Área 4, com o apoio do Fundo Ambiental.
A renovação da frota integra a estratégia de descarbonização da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), desenvolvida em articulação com os municípios da Margem Sul, visando a redução das emissões de carbono e a melhoria da qualidade do serviço de transporte público.
Com a incorporação destes veículos, a Alsa Todi passa a operar um total de 291 autocarros ao serviço da Carris Metropolitana, dos quais 127 são elétricos e 35 movidos a gás natural, atingindo 55% de frota de emissões zero. O investimento global ascende a 24 milhões de euros, sendo metade financiada pelo Fundo Ambiental.
A apresentação oficial da nova frota decorreu na sede da Alsa Todi, na Moita, e contou com a presença da secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, bem como de autarcas e representantes institucionais da região.
Desde o início da sua operação, há três anos, a Carris Metropolitana tem apostado numa frota nova ou praticamente nova, estabelecendo elevados padrões de qualidade e modernização no transporte público rodoviário da Área Metropolitana de Lisboa. A Área 4, concessionada à Alsa Todi, foi a primeira a entrar em funcionamento e continua a registar um crescimento expressivo da procura.
Entre 2023 e 2025, o número de passageiros transportados pela Carris Metropolitana aumentou 38% em toda a Área Metropolitana de Lisboa. Na Área 4, o crescimento foi ainda mais significativo, ultrapassando os 54 milhões de passageiros por ano, o que representa mais de oito milhões de novos utilizadores anuais.
Durante a cerimónia, o primeiro-secretário metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto Carvalho, destacou que esta é “a área que mais cresceu entre 2023 e 2025”, sublinhando também o aumento muito expressivo da procura aos fins de semana e feriados, com crescimentos de 77% aos sábados e 87% aos domingos e feriados.
Já o diretor-geral da Alsa Todi, Juan Gómez Piña, alertou para vários desafios operacionais, nomeadamente a necessidade de reforço dos abrigos para passageiros, os constrangimentos provocados pelo esgotamento da Gare do Oriente e a urgência de criação de mais faixas BUS. O responsável apelou ainda ao Governo para que, no âmbito do fim da concessão das Travessias do Tejo, previsto para 2029, seja equacionada a integração do transporte público na futura concessão, defendendo igualmente a isenção de portagens para autocarros elétricos.
O presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, destacou a importância de se estudar a possibilidade de circulação de autocarros de outras tipologias, à semelhança do que acontece na ponte 25 de Abril, de forma a aumentar a capacidade de resposta às necessidades da população.
No encerramento da sessão, a secretária de Estado da Mobilidade sublinhou a importância de melhorar a oferta de transporte público como forma de aproximar as pessoas, salientando não só os benefícios ambientais, mas também o impacto social da mobilidade. Cristina Pinto Dias reforçou ainda a ambição do Governo em replicar este modelo a nível nacional, defendendo a integração entre operadores, a disponibilização de informação em tempo real e a articulação tarifária, apontando o navegante® como exemplo. “Combater a pobreza de mobilidade é combater desigualdades”, afirmou.
Com a entrada em operação desta nova frota elétrica, a Carris Metropolitana reforça o seu compromisso com um transporte público mais sustentável, moderno e eficiente, ao serviço das populações da Margem Sul.




