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O Primeiro-Ministro pediu aos portugueses mentalidade de Cristiano Ronaldo, mas o que nos está a oferecer é mentalidade de Michael Thomas

Impõe-se ao leitor, provavelmente menos atento à realidade futebolística nacional e sobretudo à vida do Sport Lisboa e Benfica, um pequeno enquadramento prévio sobre Michael Thomas.

Michael Thomas foi jogador de futebol, inglês contratado pelo Benfica em 1998 (quando muitos foram os jogadores britânicos que nessa altura chegaram “pela mão” do treinador escocês Graeme Souness), tendo chegado ao clube com 31 anos de idade. Thomas era um médio-defensivo (trinco). Das características que mais me lembro deste jogador, esperando não estar a ser injusto, é que era lento, pouco pressionante, pouco combativo, e que não arriscava a sair de 10m2 que ocupava no campo. Raramente lhe vi um passe a rasgar, um movimento de rutura, nada, só passes para o lado e para trás, no fundo o Benfica a jogar com um a menos sempre que ele estava em campo.

O Primeiro-Ministro na sua mensagem de Natal de 2025 apelou à mentalidade de Cristiano Ronaldo dizendo aos portugueses, qual coach motivacional: “Estamos num momento histórico em que temos de nos desprender da mentalidade do «deixa andar» e temos de adquirir e trabalhar a mentalidade da superação”.

Portanto, aquilo que Luís Montenegro disse aos portugueses que era preciso evitar: “o deixa andar” foi precisamente aquilo que o Primeiro-Ministro ofereceu aos portugueses na gestão de toda esta crise do “comboio de tempestades”, nomeadamente: “Kristin, Leonardo e Marta”. O Primeiro-Ministro, qual Michael Thomas, agiu tarde, sem capacidade de antecipação, sem combatividade, enfim sem qualquer capacidade de gestão de crises ou rasgo (de resto já revelada na crise do “apagão” e dos incêndios de 2025). Como diria o insuspeito ex-presidente do CDS (um dos partidos que integra a coligação que lidera o atual Governo): “Graças a Deus não era este Governo que estava em funções na altura da pandemia”.

Vamos a factos:

O IPMA fez o que lhe competia, identificou com praticamente 48 horas de antecedência um evento climático suscetível de causar impactos significativos no território.

O Governo e a ANEPC emitiram os alertas rotineiros para os Serviços Municipais de Proteção Civil, mas não comunicaram mais amplamente, como a situação requeria, de modo a que, o primeiro agente de proteção civil (os próprios cidadãos) adaptassem a sua vida e os seus comportamentos face a esse fenómeno que se avizinhava. Talvez porque não conseguiram prever os resultados que se vieram a verificar no território.

Faltou comando político, a Comissão Nacional de Proteção Civil só foi convocada e reuniu 5 dias após a tempestade “Kristin” e o Plano Nacional de Emergência e Proteção Civil nem sequer chegou a ser acionado antes. O Exército chegou tarde ao terreno.

O Governo ficou “invisível nos gabinetes” e essa é a primeira grande falha, o sentimento de esquecimento de muitos territórios perante a ausência de resposta do Estado e concretamente do Governo.

O Governo foi Michael Thomas! Do Cristiano Ronaldo, nem sinal! 

Prova que até o Governo reconhece que andou mal nesta crise das tempestades é o facto de a Ministra da Administração Interna ter saído do Governo em plena crise, coisa que nunca me lembro tenha acontecido anteriormente, tendo o Primeiro-Ministro, mais uma vez, revelado mentalidade Michael Thomas, não tinha plano B e teve de acumular as suas funções de chefe do Governo com Ministro da Administração Interna.

O Partido Socialista, contribuiu com medidas concretas e apelou ao prolongamento e alargamento do estado de calamidade.

Será de facto preciso mentalidade de Cristiano Ronaldo para superar esta crise. É isso que todos desejamos que aconteça e o PS dirá presente e estará ao lado de soluções que levem a não deixar ninguém para trás.

São já cerca de 20 mil as ocorrências de proteção civil verificadas nesta crise, com 16 mortes a lamentar, e milhares de pessoas evacuadas/desalojadas.

Vidas em suspenso, empresas destruídas, uma esperança que se precisa.

Teremos de ser “comboios de solidariedade” para enfrentar os efeitos deste “comboio de tempestades” e reconstruir o nosso amado país. Sejamos Cristianos Ronaldos ou Michael Thomas (sim porque o Governo vai ter de “morder a língua” e aceitar que sem imigrantes – e não só os altamente qualificados como em tempos propalou – não teremos qualquer hipótese de reconstruir Portugal), todos seremos poucos para fazer o que é preciso fazer! Mas cá estaremos, como sempre, por Amor a Portugal!

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