O sistema de defesa da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira resistiu ao recente período de cheias do Tejo, considerado um dos mais exigentes das últimas décadas, apesar dos danos registados ultrapassarem os 3,5 milhões de euros.
Segundo a Associação de Beneficiários da Lezíria, o episódio decorreu entre 22 de janeiro e 23 de fevereiro, marcado por várias tempestades e um aumento significativo dos caudais do rio.
O momento mais crítico aconteceu a 6 de fevereiro, quando se juntaram caudais elevados vindos de Espanha, chuva intensa, vento forte e maré cheia. Nessa altura, foi determinada a evacuação preventiva da zona.
Ainda assim, não se registaram roturas no dique de proteção, o que evitou a inundação da Lezíria e permitiu manter a circulação na EN10, na Reta do Cabo.
Apesar disso, houve danos em infraestruturas como o dique, portas de água e caminhos, com prejuízos superiores a 3,5 milhões de euros.
Durante várias semanas, equipas estiveram no terreno em permanência, garantindo a monitorização do sistema e realizando intervenções de contenção e reparação nos pontos mais sensíveis.
A operação contou com a articulação de várias entidades, incluindo a Agência Portuguesa do Ambiente, a Proteção Civil e a Câmara de Vila Franca de Xira.
A Lezíria Grande é uma das principais áreas agrícolas do país, com mais de 13 mil hectares, sendo este sistema de defesa essencial para proteger a atividade agrícola da região.




