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Presidentes de Câmara contestam encerramento das urgências obstétricas do Hospital de Vila Franca

Presidentes dos cinco municípios servidos pelo Hospital de Vila Franca de Xira repudiam encerramento das urgências obstétricas

Os presidentes das câmaras municipais de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente e Vila Franca de Xira manifestaram hoje a sua forte oposição ao anunciado encerramento definitivo das urgências obstétricas do Hospital de Vila Franca de Xira, numa posição conjunta que classificam como um alerta sério para a segurança das populações da região.

Em comunicado, os autarcas consideram a decisão inaceitável, insensível e tomada sem qualquer diálogo institucional com os municípios, sublinhando que tiveram conhecimento da medida apenas através da comunicação social. Para os responsáveis autárquicos, o eventual encerramento desta resposta hospitalar colocaria em risco cerca de 250 mil habitantes que dependem diretamente desta unidade de saúde.

Os presidentes de câmara alertam ainda para o impacto que a decisão poderá ter na segurança das grávidas e das suas famílias, numa região que continua a enfrentar dificuldades nas acessibilidades devido às tempestades que afetaram o território durante o mês de fevereiro. Várias vias mantêm-se condicionadas ou danificadas, o que, na sua perspetiva, agrava as dificuldades de deslocação em situações de emergência.

A preocupação aumenta tendo em conta que o Hospital de Loures tem sido apontado como alternativa para assegurar este tipo de atendimento, uma solução que os autarcas consideram problemática devido à inexistência de transportes públicos diretos e regulares a partir de vários pontos dos concelhos abrangidos.

O presidente da Câmara Municipal de Alenquer sublinha que, no caso concreto daquele concelho, a situação se tornaria particularmente crítica. “Algumas localidades mais afastadas do Hospital de Vila Franca de Xira já se encontram a mais de 30 quilómetros de distância. Com a transferência da urgência para Loures, essas populações passariam a estar a mais de 50 quilómetros e a mais de uma hora de caminho, uma situação crítica e inaceitável em casos de emergência obstétrica”, refere o autarca.

Os responsáveis municipais recordam ainda que têm solicitado, sem sucesso, uma audiência à ministra da Saúde para discutir esta matéria. “Não é compreensível que, além de não sermos recebidos, sejamos confrontados com decisões que afetam de forma tão grave a segurança das nossas populações”, acrescenta o presidente da Câmara de Alenquer.

Perante este cenário, os cinco municípios reafirmam a sua oposição firme ao encerramento definitivo das urgências obstétricas do Hospital de Vila Franca de Xira e garantem que continuarão a agir de forma concertada para defender o direito das populações a cuidados de saúde de proximidade, qualidade e segurança.

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