A passagem da depressão KRISTIN vai provocar um agravamento significativo do estado do tempo em Portugal continental, com especial impacto durante a madrugada e ao longo do dia desta quarta-feira, afetando de forma particular a região do Vale do Tejo, onde são esperados períodos de chuva intensa, vento forte e risco de inundações.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), no Vale do Tejo são esperadas rajadas de vento até 100 km/h, podendo atingir pontualmente os 110 km/h em zonas mais expostas, associadas a precipitação por vezes forte, ocasionalmente acompanhada de granizo e trovoada.
De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), existe potencial subida dos caudais do rio Tejo e da sub-bacia do Sorraia, podendo ocorrer inundações urbanas, sobretudo nas zonas historicamente mais vulneráveis.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alerta para a possibilidade de cheias rápidas, inundações em meio urbano, queda de árvores e estruturas, instabilidade de vertentes e dificuldades na circulação rodoviária, apelando à adoção de comportamentos preventivos, especialmente durante a madrugada.
Entre os principais riscos estão ainda o piso rodoviário escorregadio, a queda de ramos, árvores e objetos soltos, bem como ocorrências junto da orla costeira, devido à forte agitação marítima.
A Proteção Civil recomenda a desobstrução de sistemas de drenagem, a fixação de estruturas soltas, a redução da velocidade na condução, a não travessia de zonas inundadas e a evitação de circulação em zonas ribeirinhas, costeiras e áreas arborizadas.
Situação a nível nacional
A nível nacional, o IPMA prevê vento forte com rajadas até 120 km/h nas terras altas e até 140 km/h no litoral a norte do cabo Mondego, forte agitação marítima na costa ocidental, com ondas até sete metros, podendo atingir os 14 metros de altura máxima, e queda de neve acima dos 1600 metros, descendo a cota para os 800 metros, com acumulações entre 10 e 20 centímetros nas regiões Norte e Centro.
A APA alerta ainda para caudais superiores ao habitual em várias bacias hidrográficas, incluindo os rios Minho, Mondego, Vouga, Douro, Tejo, Zêzere, Nabão, Sado, Guadiana e ribeiras do Algarve, mantendo-se elevado o risco de inundações urbanas entre os dias 27 e 29 de janeiro.
A ANEPC recomenda à população que acompanhe atentamente a evolução das previsões meteorológicas e siga as indicações das autoridades.




