A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos recebeu da Infraestruturas de Portugal (IP) um plano de trabalhos calendarizado para a resolução dos danos provocados pelas intempéries que afetaram o concelho no início deste ano. O documento surge na sequência de uma reunião entre o presidente da Câmara, Carlos Alves, e o vice-presidente da IP, durante a qual foram abordados os principais problemas existentes nas estradas nacionais que atravessam o território.
Segundo a autarquia, o encontro teve como objetivo exigir respostas para situações que continuam a preocupar os munícipes, nomeadamente ao nível da segurança rodoviária, do estado do pavimento e dos constrangimentos provocados por abatimentos de terreno e cortes de circulação registados após os episódios de chuva intensa.
O plano agora apresentado identifica dez ocorrências relevantes no concelho de Arruda dos Vinhos, distribuídas por diferentes fases de intervenção. Algumas encontram-se em fase de emergência ou restabelecimento, enquanto outras aguardam empreitadas de reconstrução mais complexas.
Entre as situações mais significativas estão vários troços da EN115 afetados por movimentos de terras e instabilidade de taludes. Em dois desses locais, nos quilómetros 64 e 67,7, a circulação continua interrompida, estando previstas empreitadas durante o terceiro trimestre deste ano.
O documento refere ainda intervenções na ENd248, uma das vias mais afetadas pelas intempéries. Num dos troços, a recuperação provisória apenas deverá arrancar durante o quarto trimestre de 2026. Noutro caso, que envolve uma extensão significativa daquela estrada, a fase de projeto e contratação poderá prolongar-se até ao final deste ano, prevendo a Infraestruturas de Portugal que a consignação da obra possa ocorrer apenas no final de 2026 ou mesmo durante o primeiro trimestre de 2027.
Para Carlos Alves, a apresentação deste plano representa um passo importante para que os problemas identificados tenham finalmente uma resposta calendarizada. O autarca garante que o município continuará a acompanhar de perto a execução dos trabalhos e a pressionar a Infraestruturas de Portugal para que as intervenções avancem dentro dos prazos previstos.
Apesar de algumas obras terem execução prevista ainda durante este ano, o documento mostra que a recuperação total dos estragos provocados pelas intempéries será um processo prolongado, existindo intervenções que poderão estender-se ao longo de 2027.




