Arruda dos Vinhos vai receber, entre 23 de abril e 1 de maio, o festival “Políticas à P’Arte”, uma iniciativa cultural que cruza artes, pensamento crítico e participação cívica, no âmbito das comemorações de Abril. Sob o mote “A arte a fazer política”, o evento propõe uma abordagem acessível à política enquanto dimensão coletiva da vida em sociedade.
Integrado na programação cultural do concelho, o festival pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre artistas, público e temas centrais da atualidade, promovendo o debate, a memória e a liberdade através de diferentes linguagens artísticas.
A iniciativa decorre em vários espaços culturais de Arruda dos Vinhos e inclui propostas dirigidas às escolas e ao público em geral, com programação que abrange cinema, literatura, música, teatro, poesia e performance, sempre acompanhadas por momentos de conversa com criadores e convidados.
Num território onde tradição e contemporaneidade se cruzam, o município reforça, com esta iniciativa, o compromisso com a cultura enquanto ferramenta de cidadania ativa, convidando a comunidade a refletir sobre democracia, direitos humanos, identidade e memória histórica.
A programação arranca a 23 de abril com a exibição do documentário “O Palácio de Cidadãos”, de Rui Pires, seguindo-se, no dia 24, um encontro com o escritor David Machado e um concerto de Tó Trips com Fake Latinos.
O cinema regressa a 26 de abril com o documentário “Por ti, Portugal, eu juro!”, de Sofia da Palma Rodrigues e Diogo Cardoso, centrado na história dos Comandos Africanos da Guiné. No dia seguinte, sobe ao palco a peça “Era uma vez um país a preto e branco: estórias de Abril”, inspirada em testemunhos da ditadura e da Revolução.
A 28 de abril é apresentado o espetáculo “O pior professor do mundo”, que combina humor e crítica social. Já no dia 29, é exibida a curta “Free Fish”, de Bisan Owda, sobre a vida quotidiana em Gaza.
O festival prossegue a 30 de abril com a sessão “Deambulações Poéticas”, com Maria Lis, e encerra a 1 de maio com a performance “Desver”, de Joana Craveiro, um trabalho que cruza memória, testemunho e criação artística.
(Os bilhetes para alguns dos espetáculos estão disponíveis online, sendo possível consultar mais informações nos canais digitais do município.)




