A fábrica de cimento da CIMPOR, em Alhandra, entrou para o Guinness World Records ao ser reconhecida como a mais antiga fábrica de cimento do mundo em produção contínua no mesmo local. Com 132 anos de história, a unidade industrial recebeu a distinção numa cerimónia que reuniu responsáveis da empresa, representantes do Governo e autarcas, num reconhecimento que homenageia várias gerações de trabalhadores e a importância da indústria cimenteira para a região e para o país.
Em funcionamento desde 1894, a fábrica atravessou guerras mundiais, mudanças de regime, crises económicas e profundas transformações tecnológicas, mantendo a produção. Atualmente, emprega mais de 150 trabalhadores e dispõe de uma capacidade de produção anual de 2,8 milhões de toneladas de cimento.
Cevat Mert, CEO da CIMPOR Portugal e Cabo Verde, destacou o orgulho associado à conquista deste recorde mundial, considerando-o um momento particularmente importante para Alhandra e para a empresa. A distinção representa o reconhecimento de uma história industrial construída ao longo de sucessivas gerações, mas também a responsabilidade de preparar a fábrica para os desafios do futuro.
Suat Çalbıyık, presidente da CIMPOR Global Holdings, sublinhou a dimensão histórica do reconhecimento e a importância do cimento no desenvolvimento das sociedades. Na sua intervenção, defendeu que chegou o momento de construir o futuro, apostando em processos industriais mais seguros, na utilização de menos energia e na redução das emissões de carbono.
Pedro Reis, antigo ministro da Economia e vice-presidente do Conselho Consultivo Estratégico da CIMPOR Global, destacou a importância do investimento da empresa para a economia portuguesa. Defendeu a necessidade de reforçar a dimensão e a competitividade da indústria nacional, salientando o papel da CIMPOR na cadeia de valor dos fornecedores e no desenvolvimento de parcerias. A inovação na construção, incluindo a industrialização dos processos e a construção 3D, foi igualmente apontada como uma resposta aos desafios da habitação.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, salientou os investimentos de cerca de 20 milhões de euros na descarbonização da unidade de Alhandra. “Eu chamo-lhe uma revolução ambiental que a CIMPOR está a fazer”, afirmou, defendendo a importância de manter uma indústria moderna e competitiva no concelho. “Portugal precisa e Vila Franca precisa de indústrias com futuro, com modernidade, com inovação”, acrescentou.
O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, considerou a distinção um momento de enorme orgulho para a indústria portuguesa, dedicando as primeiras palavras aos trabalhadores atuais e antigos da CIMPOR, aos clientes e aos parceiros que contribuíram para a história da empresa. “É algo notável, é um momento único, é um momento de celebração”, afirmou, salientando que os principais protagonistas deste reconhecimento são as sucessivas gerações que asseguraram a continuidade da produção.
O governante convidou os presentes a refletirem sobre o significado de uma fábrica que nunca interrompeu a atividade ao longo de 132 anos, apesar das guerras mundiais, das mudanças de regime, das crises económicas, das revoluções tecnológicas e das transformações sociais. Recordou que Alhandra acompanhou o nascimento do Portugal moderno e que o cimento produzido nesta unidade esteve ligado à construção do país contemporâneo. Para Hugo Espírito Santo, esta história representa um exemplo de resiliência industrial, capacidade de adaptação e compromisso com o desenvolvimento económico. Sublinhou ainda que o recorde não constitui apenas um prémio ao passado, mas também o reconhecimento da capacidade de reinvenção da indústria portuguesa.
Mais do que uma distinção pela longevidade, o Guinness World Records reconhece uma atividade industrial que marcou gerações e contribuiu para o desenvolvimento da região. Para a CIMPOR, o objetivo passa agora por conciliar este legado histórico com os investimentos em inovação, eficiência energética e descarbonização, garantindo que Alhandra continue a fazer parte do futuro da indústria cimenteira portuguesa.




