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Crédito consolidado: qual é o momento certo para renegociar as suas dívidas?

(Karola G/Pexels)

Com o aumento do custo de vida e o recurso crescente a financiamentos, muitas famílias veem-se a braços com múltiplas prestações mensais difíceis de gerir.

Quando as dívidas ao consumo se acumulam, o crédito consolidado surge como uma solução estratégica para recuperar o equilíbrio financeiro, renegociar condições e aliviar a taxa de esforço antes que o incumprimento se torne inevitável.

São cada vez mais os cidadãos portugueses que acumulam dívidas de crédito, seja sob a forma de um crédito automóvel, para comprar um carro novo, de um cartão de crédito, para compras online, ou de um crédito pessoal, para renovar a casa.

Ao todo, estas formas de financiamento acabam por exercer uma extraordinária pressão sobre o orçamento mensal de várias famílias, conduzindo-as a situações de incumprimento.

Para que tal não aconteça, o mercado financeiro português oferece-lhes uma solução que vale a pena considerar: o crédito consolidado.

O que é o crédito consolidado e como pode ajudá-lo?

O crédito consolidado consiste numa solução financeira de crédito cujo objetivo é liquidar todos os seus créditos ao consumo (deverá ter contraído pelo menos dois) antes de falhar o pagamento das prestações mensais definidas nos planos de reembolso e, por conseguinte, assegurar o seu bem-estar financeiro.

Na prática, ao recorrer a uma consolidação de créditos, o banco ao qual solicitar esta solução (e do qual não é obrigatório ser cliente) liquidará todas as suas dívidas, tornando-se o seu único credor.

Além disso, no decorrer deste processo, passa a ter de pagar apenas uma prestação mensal até 60% inferior às anteriores, um prazo de reembolso mais alargado e uma taxa de esforço mais baixa.

Pode, igualmente, usufruir de um financiamento adicional para aplicar à finalidade que bem entender.

Sinais de que pode estar na hora de consolidar os seus créditos

Como vê, a consolidação de créditos permite-lhe equilibrar as suas contas e flexibilizar a gestão financeira dos seus empréstimos, mas em que momento deve recorrer a esta solução?

O primeiro e grande sinal de que está na hora de solicitar uma consolidação de créditos é a sua taxa de esforço, calculada através da seguinte fórmula:

Encargos mensais com prestações / rendimento total mensal do agregado x 100

Se esta taxa for superior a 35%, o limite máximo recomendado pelo Banco de Portugal, isso significa que os seus créditos estão a exercer uma forte pressão sobre o seu orçamento mensal, colocando-o perigosamente perto do incumprimento.

Para além de o pagamento das prestações mensais de crédito estar em risco, uma elevada taxa de esforço poderá implicar deixar de comprar tudo aquilo de que necessita no seu dia a dia e de pagar outras despesas fundamentais, como as contas de serviços essenciais.

Outros sinais incluem o atraso cada vez mais recorrente no pagamento ou a insatisfação de necessidades de alimentação, vestuário, entre outras, devido à canalização de rendimentos para a liquidação das prestações mensais de crédito.

Benefícios de renegociar as dívidas através da consolidação

A consolidação de créditos pode trazer inúmeros benefícios à sua vida financeira. Entre eles, encontram-se:

  • A redução da sua taxa de esforço;
  • Uma redução de até 60% no valor das prestações mensais;
  • O prolongamento do prazo de reembolso;
  • O acesso a financiamento adicional;
  • A flexibilização da gestão de pagamentos;
  • A melhoria do seu bem-estar financeiro, evitando potenciais incumprimentos e respetivas consequências;
  • A liquidação imediata dos seus créditos ao consumo;
  • A centralização das suas dívidas numa única instituição financeira.

Passos a seguir para solicitar um crédito consolidado com segurança

A melhor forma de pedir um crédito consolidado é através dos canais digitais das instituições financeiras legalmente habilitadas para tal pelo Banco de Portugal, uma vez que o processo se torna muito mais rápido e menos burocrático.

Contudo, antes de o fazer, é fundamental seguir primeiro estes passos:

1. Calcule a sua taxa de esforço

Imagine que tem dois créditos ao consumo no valor total de 15 mil euros que o obrigam ao pagamento de prestações mensais de 630 euros. Se o seu rendimento mensal for de 1250 euros, a sua taxa de esforço será de:

630 / 1250 x 100 = 50,4%

Ora, como esta taxa é demasiado elevada e exerce uma forte pressão sobre o seu orçamento mensal, está na altura de encontrar um crédito consolidado que sirva os seus interesses.

Para tal, pode e deve utilizar os simuladores online disponibilizados pelas instituições financeiras.

2. Recorra a simuladores online

Suponha que pretende solicitar 17 mil euros de financiamento a pagar em 84 meses. Se avançar, não só pode liquidar os dois créditos que contratou previamente, como também, por exemplo, investir em propinas.

Ao efetuar uma pesquisa online, encontra um simulador que lhe permite calcular a sua prestação mensal em função da escolha de montantes de financiamento entre 5 mil e 75 mil euros e de prazos de reembolso entre 24 e 84 meses.

Além do valor da prestação, poderá recolher importantes informações sobre as taxas de juro aplicadas ao empréstimo (a Taxa Anual Nominal – TAN e a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global – TAEG), o Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC) e a possibilidade de beneficiar de financiamento adicional.

Para uma simulação de um pedido de 17 mil euros a pagar em 84 meses, a prestação mensal correspondente é de 318,14 euros*.

Com esta prestação, que lhe poupa quase mais de 300 euros por mês, a sua taxa de esforço passa a ser de:

318,14 / 1250 x 100 = 25,4%

Se a simulação for do seu agrado, pode avançar imediatamente para a contratação.

3. Proceda à contratação

Para passar à contratação da simulação efetuada, basta preencher um formulário online, anexar toda a documentação requerida e submeter o pedido. Eis uma lista dos documentos normalmente exigidos:

  • Documento de identificação (Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade + Número de Identificação Fiscal – NIF);
  • Comprovativo de morada (obtido através de uma fatura de serviços essenciais, como água e saneamento ou gás e eletricidade);
  • Comprovativo de IBAN (obtido através do seu serviço de homebanking ou da digitalização de um talão impresso a partir de um caixa automático da rede Multibanco);
  • Comprovativo de rendimentos (os últimos três recibos de vencimento e/ou a declaração de IRS referente ao último exercício fiscal);
  • Mapa de Responsabilidades de Crédito (emitido gratuitamente pelo Banco de Portugal) e comprovativos das dívidas a consolidar.

Dentro de apenas alguns dias, obterá uma resposta. Em caso de aprovação, a entidade credora liquidará as suas dívidas e depositará ainda os 2 mil euros de financiamento adicional na sua conta bancária.

Cuidados a ter antes de assinar o contrato

Depois de estar tudo definido e, de forma a verificar se as condições anunciadas correspondem, de facto, às condições do contrato, é essencial que efetue uma leitura atenta da Ficha de Informação Normalizada (FIN).

Na prática, a FIN é um documento obrigatório que lhe fornece todas as informações sobre as condições do crédito consolidado, como o montante do financiamento, o prazo de reembolso, as taxas de juro, o MTIC e as despesas associadas.

Se as condições coincidirem com o que solicitou, basta assinar o contrato e cumpri-lo até ao fim.

* A simulação apresentada diz respeito a um financiamento de 17.000 €, a pagar em 84 mensalidades de 318,14 €. TAN 13,450% e TAEG 15,6%. MTIC 27.050,82 €.

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