O Dia Mundial das Zonas Húmidas foi assinalado esta segunda-feira no Espaço de Visitação e Observação de Aves, em Vila Franca de Xira, com a visita do ministro da Agricultura, que destacou o EVOA como um ativo ambiental e turístico de elevado valor à escala nacional e internacional.
A iniciativa incluiu a apresentação da edição de fevereiro da revista National Geographic Portugal, que dedica um artigo de destaque a este espaço situado na Reserva Natural do Estuário do Tejo. Durante a visita, o governante sublinhou o papel estratégico do EVOA, realçando a importância da avifauna ali existente e a sua estreita relação com o Estuário do Tejo e com o sistema agrícola da Lezíria.
O ministro da Agricultura destacou ainda a singularidade do território, marcado pela convivência equilibrada entre habitats aquáticos, agrícolas, florestais e áreas de sapal, salientando que cerca de metade da área do estuário é ocupada por usos agrícolas e florestais, o que demonstra que a conservação da natureza e a atividade produtiva são indissociáveis.
A visita teve como objetivo dar a conhecer de perto o trabalho desenvolvido no EVOA, uma infraestrutura que oferece condições ímpares para a observação e estudo das espécies mais emblemáticas da avifauna nacional, assumindo-se como um exemplo de boas práticas na gestão de áreas protegidas.
Na sua intervenção, o presidente do conselho de administração da Companhia das Lezírias, Eduardo Oliveira e Sousa, destacou o papel do EVOA na promoção do equilíbrio entre ciência, conservação e cidadania, sublinhando que se trata da única infraestrutura de visitação organizada na Reserva Natural do Estuário do Tejo, permitindo aproximar as pessoas do estuário sem comprometer a sua integridade ecológica.
Também a National Geographic Portugal sublinhou o carácter singular do EVOA no contexto europeu, destacando que não existe outra capital europeia com uma zona húmida de importância mundial com estas características e nível de acessibilidade. A reportagem publicada dá a conhecer a relevância do espaço para a investigação científica, a conservação da biodiversidade e a educação ambiental.




