Nuno Marques da Silva, eleito pelo PS, assume a presidência da União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz depois de uma vitória vivida com emoção, mas também com serenidade. Advogado de profissão, com 54 anos, chega ao cargo movido por uma vontade simples e clara: fazer mais e melhor por uma terra que o acolheu e onde decidiu ficar.
Natural da margem sul, criado em Almada, Nuno Marques da Silva define-se como um “filho adotivo” de Alhandra. Vive na freguesia há cerca de dez anos e confessa que a ligação ao território foi imediata e definitiva. Quem passa por Alhandra, diz, tende a apaixonar-se, e foi isso que lhe aconteceu. A entrada na vida política não foi planeada, mas aconteceu de forma natural, a partir do convite de Mário Cantiga para integrar o executivo no mandato anterior, onde desempenhou funções de tesoureiro.
Noite de contagem de votos vivida com intensidade
A vitória nas eleições foi vivida com intensidade. Recorda a noite da contagem dos votos como um momento de tensão e expectativa, marcado pela chegada sucessiva dos resultados e pela confirmação gradual da confiança da população. Foi uma noite longa, acompanhada com humildade e prudência, vivida voto a voto, até à certeza final.
Da experiência com Mário Cantiga destaca sobretudo a aprendizagem humana. A importância de colocar as pessoas no centro da ação política e de trabalhar com e para a comunidade são, para Nuno Marques da Silva, ensinamentos que leva para o exercício do cargo. Assume o desafio de liderar uma freguesia extensa e diversa como uma honra e uma responsabilidade, sublinhando a riqueza humana do território e das suas gentes.
Os principais compromissos de início de mandato
Fora da política, descreve-se como alguém que gosta de estar com pessoas e de viver em comunidade. É peregrino do Caminho de Santiago, antigo escoteiro e alguém que valoriza a simplicidade. Com humor, admite que para um antigo escoteiro entrar na política é preciso “perder completamente o juízo”, mas reconhece na vida autárquica uma continuidade natural do compromisso com os outros.
No início do mandato, as prioridades passam pelo cuidado do espaço público, pela higiene urbana e pela melhoria da qualidade do ambiente vivido. Defende que o meio influencia o comportamento das pessoas e acredita que um território cuidado promove relações mais serenas e positivas. Não vê interesse em uniformizar uma freguesia marcada pela diversidade entre o núcleo urbano de Alhandra e as zonas mais rurais de São João dos Montes e Calhandriz. Para si, é precisamente essa heterogeneidade que dá identidade ao território.
Entre os projetos que considera estruturantes está a melhoria das acessibilidades e a criação de soluções de transporte dedicadas, especialmente para a população mais idosa, permitindo deslocações simples dentro da freguesia e combatendo o isolamento. Um projeto que ambiciona implementar a curto prazo, aproveitando meios já existentes e sem sobrecarregar o orçamento da junta.
A proximidade com a população é assumida como um traço identitário do seu mandato. Nuno Marques da Silva acredita numa junta aberta, acessível e presente no dia a dia das pessoas, onde o contacto direto não é exceção, mas regra. Para o novo presidente, governar uma freguesia é estar disponível para ouvir, compreender e agir, mesmo quando os recursos são limitados, valorizando soluções simples que façam diferença concreta na vida de quem cá vive.
No final, Nuno Marques da Silva apresenta-se como um presidente próximo, que fala com as pessoas da mesma forma de sempre, e que encara o mandato como um exercício de serviço público vivido com paixão, humildade e forte sentido de comunidade.




