Os músicos Pedro Santos e João Pedro Silva são os vencedores do Prémio Carlos Paredes 2025, distinção atribuída pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, com a obra discográfica Frutos Maduros. A decisão foi tomada por maioria pelo júri, que destacou a qualidade artística do trabalho e a abordagem interpretativa apresentada pelos dois músicos, sublinhando a forma como conseguiram recriar repertório existente e afirmá-lo com identidade própria.
Na fundamentação da escolha, o júri destacou a maturidade artística do projeto, a coerência estética e a sensibilidade interpretativa, bem como a qualidade da produção musical. Foi igualmente salientado o papel central da guitarra portuguesa na construção sonora do álbum, numa abordagem que conjuga respeito pela tradição com uma linguagem contemporânea, contribuindo para a valorização e renovação deste instrumento emblemático da música portuguesa.
Instituído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, o Prémio Carlos Paredes tem como objetivo homenagear o legado do guitarrista que lhe dá nome e incentivar a criação musical portuguesa, distinguindo trabalhos relevantes no domínio da música instrumental não erudita. Ao longo de mais de duas décadas, o galardão afirmou-se como uma das mais importantes distinções culturais atribuídas por uma autarquia em Portugal.
Desde a sua criação, o prémio tem distinguido alguns dos mais relevantes nomes e projetos da música portuguesa contemporânea. O primeiro vencedor foi Bernardo Sassetti, em 2003, com o álbum Nocturno, seguindo-se nomes como Ricardo Rocha, Carlos Barretto e Mário Laginha, que contribuíram para afirmar o prémio no panorama nacional. Ao longo dos anos, foram também distinguidos músicos como Pedro Jóia, Carlos Bica, Cristina Branco, Rão Kyao e Ricardo Ribeiro, entre muitos outros, representando diferentes gerações e abordagens musicais.
Mais recentemente, o galardão tem continuado a reconhecer projetos que cruzam tradição e contemporaneidade, com distinções atribuídas a artistas como Daniel Pereira Cristo, José Valente, Pedro Mestre, Duarte, Manuel de Oliveira e Carlos Alberto Moniz, refletindo a diversidade e vitalidade da música portuguesa instrumental.
Com a distinção de Pedro Santos e João Pedro Silva, o Prémio Carlos Paredes reforça o seu papel na valorização da criação musical portuguesa e na promoção de novos caminhos artísticos, mantendo viva a herança cultural associada a uma das figuras maiores da música nacional e consolidando o compromisso de Vila Franca de Xira com a cultura e a criação artística.




