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Vila Franca quer IP preparada para desviar trânsito para a Ponte das Lezírias

O presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira considera que a requalificação da Ponte Marechal Carmona representa uma intervenção há muito necessária para garantir a segurança e prolongar a vida útil daquela infraestrutura, mas admite que, caso os constrangimentos ao trânsito se revelem significativos durante os cerca de 900 dias de obra, a Infraestruturas de Portugal (IP) deverá ponderar o encaminhamento de parte da circulação para a Ponte das Lezírias.

Em declarações ao Valor Local, Fernando Paulo Pereira mostrou-se satisfeito com o anúncio da intervenção, sublinhando que se trata de uma obra “muito importante” para a região.

“É uma requalificação total da ponte. Estamos a falar de uma intervenção de grande dimensão, que vai garantir melhores condições de segurança e preparar esta infraestrutura para o futuro”, afirmou.

Entre os aspetos destacados pelo autarca está a instalação de iluminação cénica nos arcos da ponte, um projeto desenvolvido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ainda no mandato anterior e entretanto integrado na empreitada promovida pela Infraestruturas de Portugal.

“Foi a Câmara Municipal que elaborou esse projeto e o entregou à IP na expectativa de que pudesse ser incluído na obra. Felizmente isso aconteceu e é uma valorização muito importante para a paisagem urbana de Vila Franca de Xira e de todo o concelho”, salientou.

Apesar da satisfação pela concretização da empreitada, Fernando Paulo reconhece que uma intervenção com uma duração prevista de aproximadamente 900 dias obrigará a um acompanhamento permanente da evolução dos trabalhos.

Os serviços técnicos da autarquia estão já a analisar o plano de execução da obra para identificar as fases que poderão provocar maiores condicionamentos à circulação rodoviária.

“Estamos a estudar cuidadosamente o plano de trabalhos porque poderá haver momentos em que seja aconselhável desviar parte do trânsito para a Ponte das Lezírias. Ainda não conseguimos dizer em que fase isso poderá acontecer, mas é uma possibilidade que deve ser ponderada caso se verifiquem constrangimentos significativos”, explicou.

O presidente da Câmara recorda que a informação disponibilizada pela Infraestruturas de Portugal indica que não está previsto qualquer corte total da Ponte Marechal Carmona durante a empreitada. Ainda assim, alerta para cenários que poderão originar longas filas de trânsito.

“Se houver, por exemplo, circulação alternada na ponte ou condicionamentos na zona da Reta do Cabo, é fácil imaginar os problemas que isso poderá provocar. É precisamente esse tipo de situações que queremos acompanhar de muito perto.”

Nesse sentido, Fernando Paulo Pereira revelou já ter estabelecido contactos com a presidente da Câmara Municipal de Benavente, uma vez que os impactos da obra se farão sentir nos dois lados do rio Tejo.

“Tive a preocupação de contactar a senhora presidente da Câmara de Benavente para que as duas autarquias possam trabalhar em conjunto. Vamos indicar técnicos de ambas as câmaras para acompanharem permanentemente esta situação e, se verificarmos que os constrangimentos são demasiado elevados, defenderemos junto da Infraestruturas de Portugal soluções que minimizem o impacto para os automobilistas.”

O autarca considera que esta articulação institucional será determinante ao longo dos próximos anos, uma vez que milhares de automobilistas utilizam diariamente a Ponte Marechal Carmona para as deslocações entre os concelhos de Vila Franca de Xira e Benavente.

Fernando Paulo Pereira recorda ainda que esta será a intervenção mais profunda realizada na infraestrutura desde a sua construção, permitindo não apenas reforçar estruturalmente a ponte, mas também criar melhores condições para futuras operações de manutenção.

“Hoje as exigências de segurança são completamente diferentes. Esta obra permitirá modernizar a ponte, melhorar a iluminação, instalar a iluminação decorativa e criar condições para que a sua manutenção futura seja feita com muito maior segurança. Estamos a falar da ponte rodoviária mais antiga sobre o Tejo na região de Lisboa e é fundamental preservá-la.”

Também a Câmara Municipal de Benavente já manifestou preocupação com os impactos que a empreitada poderá provocar na mobilidade entre as duas margens do Tejo. A autarquia defende que, sempre que os condicionamentos o justifiquem, a circulação pela Ponte das Lezírias deve decorrer sem cobrança de portagem, uma posição desenvolvida numa notícia já publicada pelo Valor Local, onde são detalhadas as reivindicações do município relativamente à gestão do trânsito durante os trabalhos.

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