A vila de Azambuja poderá entrar num novo ciclo de crescimento habitacional. O presidente da Câmara, Silvino Lúcio, revelou na reunião do executivo desta terça-feira, 18 de agosto, que estão atualmente em construção cerca de 50 fogos e que existem outros investimentos privados em perspetiva. O cenário já leva a autarquia a admitir que poderá ser necessário construir uma nova escola na sede do concelho.
“O privado está a arrancar novamente”, afirmou Silvino Lúcio, referindo que parte das habitações em construção junto às torres já tem contratos-promessa de compra e venda, apesar de as obras ainda não estarem concluídas. Em Aveiras de Cima, uma urbanização junto à escola encontra-se igualmente praticamente vendida.
Há também novos investimentos em perspetiva. O antigo terreno onde funcionou o mercado mensal de Azambuja foi vendido pelo Montepio a um grupo israelita que pretende desenvolver habitação no local. Segundo o presidente da Câmara, existe ainda interesse noutro terreno próximo, igualmente para construção habitacional.
A movimentação é visível também nos serviços municipais. Ao longo deste ano têm surgido várias alterações a loteamentos, sobretudo na Quinta da Bela Vista, em Azambuja, mas também nos Casais dos Britos, Aveiras de Baixo e Aveiras de Cima. Na Encosta da Lezíria, nos Casais dos Britos, um dos processos abrange 12 lotes, incluindo nove destinados a moradias e três lotes para edifícios de habitação multifamiliar.
A Câmara procura, em paralelo, fazer avançar a Estratégia Local de Habitação. Silvino Lúcio revelou que uma recente reunião com o IHRU permitiu dar “passos muito significativos” para aproveitar os apoios disponibilizados pelo Estado aos municípios.
Mais habitação poderá significar também mais população e maior pressão sobre os equipamentos públicos. O projeto previsto para a Escola Secundária contempla mais 13 salas, mas o presidente admitiu que a autarquia já colocou “a hipótese de começar a pensar seriamente em construir uma nova escola” na sede do concelho.




