A Escola de Dança “Alunos de Apolo de Azambuja” está a completar 11 anos de atividade. Miguel Nabeto, o responsável, faz um balanço positivo de todos estes anos, pese embora a escola tenha sofrido com a pandemia. Ainda assim, Miguel Nabeto refere que a sua escola tem alcançado bons resultados no panorama regional e nacional. Contudo faltam incentivos por parte da Câmara, nem que seja anímicos, e nesta entrevista ao Valor Local recorda um pedido que fez aos candidatos nas últimas autárquicas – que a Câmara distinga os atletas do concelho como já se faz noutras localidades.

Para o professor, e fazendo um balanço da atividade da escola “felizmente temos conseguido sempre ultrapassar todos os obstáculos que nos aparecem no caminho” e reforça: “Não deixo de ter atletas em pódios, a maioria deles, todos ou quase todos estão sempre nos três primeiros lugares”.

Miguel Nabeto dá como um dos exemplos uma aluna mais nova que começou por ficar nos últimos lugares, “mas desde o ano passado por hábito consegue ficar nos primeiros quartos lugares entre 30 e tal atletas”, explicando que este tipo de resultados só se consegue com empenho dos alunos e professores e através das condições proporcionadas, “porque os resultados são francamente bons para uma escola que tem 11 anos”.

Para o professor, é necessário existir “uma entrega muito grande da parte dos professores e acima de tudo sermos amigos dos nossos alunos”, referindo que acima de tudo tem de existir confiança entre aluno e professor para se obter bons resultados.

Com lugares em pódios nacionais, a Alunos de Apolo de Azambuja, tem vindo a conseguir também outras posições de destaque a nível nacional, mas Miguel Nabeto realça acima de tudo “o orgulho” de representar o concelho.

O professor lembra que, independentemente, de tudo, e das questões individuais, o nome que se realça sempre é do concelho, e lamenta a atual política de apoios do município de Azambuja. “Não vou estar a dizer que não apoiam, mas apoiam aquilo que lhes convém e não aquilo que deviam”, e recorda o debate promovido pela escola sobre a política desportiva do município aquando das últimas autárquicas.

Na altura “uma das coisas que pedi junto dos candidatos relacionava-se com uma homenagem de mérito aos atletas, tendo em conta as suas classificações e representações”, recorda. É algo que segundo Miguel Nabeto podia ser importante para a motivação dos atletas, assim como acontece noutros municípios. Até ao momento, refere que não viu esse passo ser dado, mas recorda que a Câmara já pediu as classificações dos atletas, o que na sua opinião, pode ser um primeiro passo.

“O objetivo seria homenagear, digamos, a parte desportiva, o mérito desportivo”. Não falo só da minha escola, mas de todo o desporto concelhio”, diz, reforçando que isso já se passa na maioria dos concelhos do país.

Ainda assim, refere, que os tempos são de mudança e de retomada dos velhos hábitos do pós pandemia.  Miguel Nabeto assume que o regresso está a ser mais lento do que esperava. Daí que tenha criado incentivos através de algumas mensalidades gratuitas.

Para o professor, o regresso é lento e foi mais notório nas danças sociais, já que estamos a falar de pessoas mais velhas, que de uma certa forma ainda encaram com desconfiança o regresso à normalidade.

No entanto, Miguel Nabeto acredita que esta é apenas uma fase, e que a escola está a demonstrar bons resultados, o que aliado às boas condições das novas instalações poderá proporcionar mais alunos e praticantes de danças de salão.

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