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André Vaz: “Precisamos de líderes no século XXI”

Vivemos tempos confusos, diferentes, que nos colocam à prova diariamente na nossa capacidade de nos moldarmos, reinventarmos, um momento que nos convoca para a necessidade de repensarmos na nossa forma de ser e de estar, no que se passa à nossa volta. Num tempo de guerras, catástrofes climáticas e desigualdades, o combate deve ser feito com empatia e pela liderança.

O povo tem um poder imenso e o seu poder muda o rumo da História. Lembremo-nos do muro de Berlim, do direito ao voto, da jornada de trabalho de 40 horas semanais ou mais recentemente a queda do governo da Bulgária. Precisamos de ser interventivos, de participar na vida da nossa comunidade, de lutar por uma vida melhor. Sempre pensando no próximo.

Ao mesmo tempo precisamos de liderança, de referências que nos guiem enquanto sociedade, que nos ajudem a remar para o futuro. Infelizmente vivemos num vazio de visão, ambição e mobilização no nosso país. Navegamos à vista como se vivêssemos sempre em crise, como se fossemos um país pobre e esquecido. Não sabemos como os nossos líderes veem o país a longo prazo nas mais diversas áreas, nem temos a certeza se os próprios têm a noção dos problemas dos portugueses.

Afirmar metas de 1600 euros de salário mínimo e 3000 euros de ordenado médio sem definição temporal e modo de concretização, ou é falta de noção ou mentira. O salário mínimo em 2025 foi fixado em 870 euros, o seu crescimento para 1600 euros significa um aumento de 84%. Portugal demorou 15 anos (período também marcado pela Troika) para aumentar o salário mínimo de 475 euros em 2010 para 870 euros em 2025, mais 83%. Pelo histórico só entre 2035 e 2040 é que atingiríamos a meta. O caso piora quando olhamos para o salário médio, onde para atingirmos os 3000 euros precisamos que cresça 86% face ao valor atual (1615 euros). Portugal demorou 25 anos a aumentar o salário médio em 82%.

Não precisamos de rebaixar os trabalhadores para crescer economicamente, precisamos de desburocratizar e responsabilizar. Desburocratizar em Portugal não é só mudar ou extinguir procedimentos, é simplificar legislação, é simplificar o sistema fiscal, é simplificar estruturas, é mudar o paradigma. Responsabilização não é ser julgado em praça pública, é remunerar dando dignidade às pessoas ao mesmo tempo que fiscalizamos o cumprimento dos seus deveres.

Temos de ser mais exigentes e interventivos enquanto povo, precisamos de uma visão para o país sem nunca esquecer que o país são os portugueses.

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