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António Jorge Lopes: “Ainda nada está decidido. Mas está nas suas mãos”

Escrevo estas linhas já depois de dezenas de debates entre os líderes dos vários partidos políticos, de muitas sondagens para todos os gostos e de infindáveis horas de comentários nas televisões e nas rádios, em que os comentadores declararam vitórias e derrotas ao sabor das circunstâncias do momento e quantas vezes em contradição com o que tinham dito na véspera…

Assentemos os pés na terra! O resultado das eleições do próximo dia 10 de Março ainda não existe. E só haverá um resultado depois dos eleitores colocarem o seu “voto” na urna. Até lá nada está decidido.

Aqui chegados importa ver as circunstâncias em que estas eleições legislativas foram marcadas e olhar para a única certeza que todos já temos.

A legislatura foi interrompida de forma (in)esperada e depois do esboroar da maioria absoluta do PS, na sequência da demissão de 14 membros do governo, de muitos casos e casinhos e da degradação evidente da situação política e social. O Serviço Nacional de Saúde entrou em colapso. Nas escolas é o caos com a falta de professores. Os tribunais paralisaram com uma justa greve dos funcionários judiciais que dura há mais de um ano. Nas forças de segurança reina a confusão e o sentimento de injustiça por parte de quem é militar da GNR e agente da PSP. A extinção do SEF criou uma balbúrdia na entrada de imigrantes e aumentou as situações degradantes de uma imigração descontrolada. A crise da habitação cresce ao ritmo da subida dos juros e dos anúncios de “agora é que é” por parte de quem foi ministro da Habitação nos últimos anos. E o volume de impostos que cada um paga nunca foi tão alto!

“A proposta eleitoral de Luis Montenegro é de mudança, a de Pedro Nuno é de natural continuidade com os resultados que já elenquei e que todos sentimos”

Estas são, de forma resumida, as circunstâncias que levaram às eleições do dia 10 de Março. E se ainda nada está decidido quanto ao resultado destas eleições, há uma única certeza que os eleitores já têm nas suas mãos: o próximo primeiro-ministro será Luis Montenegro, líder da Aliança Democrática, ou Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista.

A proposta eleitoral de Luis Montenegro é de mudança, a de Pedro Nuno é de natural continuidade com os resultados que já elenquei e que todos sentimos.

É óbvio que qualquer um deles tem virtudes e defeitos. Luis Montenegro tem um estilo mais apagado e sereno. Pedro Nuno é mais exuberante e palavroso. Luis Montenegro tem demonstrado que é ponderado, conhece os vários dossiers e sabe o que quer para Portugal. Pedro Nuno é mais “acelerado”, impulsivo e como ministro teve um desempenho recheado de decisões trapalhonas e de anúncios fantásticos que nunca saíram do powerpoint ou do papel.

Um deles será o próximo primeiro-ministro de Portugal. E com todo o respeito pelas outras forças partidárias, a verdade é que só Luis Montenegro ou Pedro Nuno Santos podem conquistar essa responsabilidade.

Mais. Até as condições de governabilidade já foram definidas em torno deles e por eles. Caso vença as eleições sem maioria absoluta, Luis Montenegro admite negociações parlamentares, nomeadamente em sede de orçamento de estado, apenas com a Iniciativa Liberal e com o PS. Pedro Nuno já manifestou disponibilidade para um acordo que junta Bloco de Esquerda, PCP e Livre.

Os eleitores já têm os principais dados para tomar a sua decisão eleitoral. Se querem mais do mesmo devem arriscar em Pedro Nuno Santos e no PS. Se querem uma mudança segura com um primeiro-ministro responsável devem escolher Luis Montenegro e a Aliança Democrática.

A Mudança está nas vossas mãos!

*Advogado e Candidato a Deputado pela AD no círculo eleitoral de Lisboa

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