Em declarações exclusivas ao Valor Local, o cabeça de lista da Nova Geração à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, David Pato Ferreira, defende que a passagem de nível do cais não pode permanecer sem vigilância enquanto não existir uma solução definitiva para aquele atravessamento ferroviário, propondo que a autarquia avance, se necessário, com a contratação temporária de uma empresa de segurança privada.
“O que importa ressalvar é que, enquanto o tema da passagem de nível não estiver definitivamente resolvido, o que não pode acontecer é estar sem vigilância”, afirma o vereador eleito, considerando que a segurança dos utilizadores deve prevalecer sobre qualquer discussão de competências entre entidades.
Para David Pato Ferreira, o debate sobre se a responsabilidade cabe à Infraestruturas de Portugal, à PSP ou à Câmara Municipal não pode servir de argumento para adiar soluções. “Ou é responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, ou é responsabilidade da PSP, ou é responsabilidade dos dois. Seja como for, aquilo que importa é resolver”, sustenta.
Como resposta imediata, propõe que a Câmara Municipal assuma uma posição mais interventiva e avance com uma solução transitória até existir um entendimento entre todas as entidades envolvidas.
“No limite dos limites, a Câmara Municipal tem de dizer: enquanto os senhores não se entendem, nós estamos mais preocupados em que as pessoas não morram naquela linha de comboio. Vamos contratar extraordinariamente seguranças para estar na linha e depois veremos a quem cabe a responsabilidade”, afirma.
Embora reconheça que uma empresa de segurança privada não dispõe da mesma autoridade da PSP, David Pato Ferreira considera que a sua presença representaria uma melhoria face à inexistência de qualquer vigilância. “É melhor ter alguém a alertar e a consciencializar as pessoas para a passagem dos comboios do que não estar lá ninguém”, refere.
David Pato volta ainda a defender a criação de uma Polícia Municipal em Vila Franca de Xira, considerando que essa estrutura poderia, no futuro, assumir este tipo de funções de proximidade. Na sua opinião, se o processo tivesse sido iniciado no princípio do atual mandato, “provavelmente agora já conseguiríamos ter os primeiros agentes na rua”.
Nas declarações ao Valor Local, critica igualmente a postura do executivo municipal, considerando que a autarquia não deve limitar-se a remeter responsabilidades para outras entidades quando estão em causa questões relacionadas com a segurança da população. Para o vereador da Nova Geração, o importante é garantir uma resposta imediata que evite novos acidentes enquanto não forem implementadas soluções estruturais para a passagem de nível do cais.




