O Prémio Literário Henrique Lamas está de regresso para a sua quarta edição e continua a afirmar-se como uma iniciativa de promoção da leitura e da escrita no concelho de Vila Franca de Xira. As candidaturas decorrem até 31 de julho e destinam-se a residentes, estudantes ou trabalhadores no concelho.
Promovido pela União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz, o concurso nasceu inicialmente circunscrito à freguesia de Alhandra, mas foi alargado a todo o concelho, registando um crescimento consistente no número de participantes e na qualidade dos trabalhos apresentados.
A vogal do executivo da União de Freguesias, Olga Costa, explica que o regulamento e a composição do júri foram renovados nesta edição, mantendo-se o objetivo de valorizar novos talentos literários. “Temos já várias inscrições, mas nunca é demais reforçar que as candidaturas decorrem até 31 de julho”, refere, lembrando que toda a informação, regulamento e fichas de inscrição estão disponíveis através do site da autarquia.
O prémio contempla trabalhos de prosa e poesia distribuídos por três escalões etários, abrangendo participantes dos 8 anos em diante.
Para Dulce Domingos, elemento do júri, a iniciativa tem vindo a crescer de forma sustentada. “O prémio nasceu muito devagarinho, mas foi sempre crescendo. No ano passado tivemos bastante adesão”, afirma, sublinhando que um dos principais objetivos passa por incentivar a leitura e a escrita desde os primeiros anos escolares.
Segundo a responsável, os alunos do primeiro escalão, entre os 8 e os 12 anos, têm demonstrado uma participação particularmente ativa, destacando igualmente o envolvimento dos professores e das bibliotecas escolares na divulgação da iniciativa.
Mónica Guerra, tembém elemento do júri, e escritora, reconhece que a crescente qualidade dos trabalhos tem tornado a seleção dos vencedores cada vez mais exigente. “Quanto mais pessoas participam, mais dificuldade temos em escolher um vencedor, porque a qualidade dos próprios trabalhos também vai evoluindo”, salienta.
A responsável admite ainda que existe procura de candidatos de fora do concelho e revela que o objetivo passa por transformar o concurso num prémio de âmbito nacional. “Esperamos, no próximo ano, conseguir alargar o prémio a nível nacional”, afirma.
Olga Costa considera que essa será a evolução natural do projeto. Segundo explica, a organização tem recebido candidaturas de pessoas que atualmente não podem participar por não cumprirem os requisitos definidos no regulamento, situação que poderá ser revista futuramente. A responsável acredita que, nos próximos anos, estarão reunidas as condições para abrir o concurso a todo o território nacional.




