O projeto Radar Social identificou 120 situações de vulnerabilidade social no concelho de Azambuja desde o início da sua execução, em maio de 2024, abrangendo um total de 126 pessoas acompanhadas. O balanço final foi apresentado na última reunião pública da Câmara Municipal, onde foram divulgados os principais resultados do trabalho desenvolvido ao longo de pouco mais de um ano no terreno.
Os dados revelam que a freguesia de Azambuja concentrou o maior número de sinalizações, seguida de Aveiras de Cima e Alcoentre, uma distribuição que acompanha também a dimensão populacional de cada freguesia. A maioria das pessoas acompanhadas possui nacionalidade portuguesa, sendo predominantes as mulheres e os grupos etários em idade ativa e com mais de 65 anos.
Entre as principais situações de vulnerabilidade identificadas destacam-se a insuficiência ou ausência de rendimentos e os casos de solidão e isolamento social, apontados como as problemáticas mais frequentes encontradas durante o desenvolvimento do projeto.
Grande parte das sinalizações resultou do trabalho de proximidade realizado pela equipa do Radar Social, complementado pela colaboração de “radares comunitários”, pessoas integradas nas comunidades locais que contribuíram para identificar situações de maior fragilidade social e facilitar o contacto com a população.
Durante a apresentação foi ainda feito um balanço de outras iniciativas desenvolvidas no âmbito do projeto, entre as quais um estudo sobre saúde e bem-estar, o projeto “Missão Jovem”, que envolveu jovens e juntas de freguesia, e um trabalho dedicado ao estudo da solidão, cujos resultados deverão ser divulgados nos próximos meses. Todos os documentos produzidos no âmbito do Radar Social ficarão disponíveis no portal do Município de Azambuja.
Apesar da relevância do diagnóstico apresentado, que traça um retrato das principais vulnerabilidades sociais existentes no concelho, a apresentação não suscitou qualquer debate político. Nem os vereadores da oposição formularam questões ou comentários sobre os resultados, nem o executivo desenvolveu considerações sobre as conclusões do relatório, para além de um agradecimento ao trabalho desenvolvido pela equipa técnica. A apresentação limitou-se essencialmente à enumeração dos principais indicadores recolhidos ao longo do projeto, sem aprofundar as causas ou a evolução das situações de vulnerabilidade identificadas no concelho, nem apontar eventuais linhas de intervenção futura.




