A CDU de Vila Franca de Xira manifestou preocupação com o fim da vigilância policial permanente na passagem de nível do cais, defendendo a reposição urgente da presença da PSP naquele local, que considera essencial para garantir a segurança de quem diariamente utiliza aquela travessia ferroviária.
Em comunicado, a coligação recorda que a Infraestruturas de Portugal (IP) confirmou o termo do protocolo que, durante os últimos cinco anos, permitiu a presença regular de agentes da PSP na passagem de nível, um reforço de segurança implementado na sequência da elevada sinistralidade registada naquele local.
Segundo a CDU, durante o período em que existiu vigilância policial “não foi registado nenhum acidente”, considerando que esse facto demonstra “a eficácia da medida e a necessidade da sua continuidade”.
A coligação rejeita que uma infraestrutura utilizada diariamente por centenas de pessoas fique sem um mecanismo de prevenção que, defende, contribuiu para reduzir o risco de acidentes. “A segurança da população deve ser a prioridade”, sublinha, apelando à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e à Infraestruturas de Portugal para que assumam as suas responsabilidades e garantam “com urgência” a proteção dos utilizadores da passagem de nível.
No comunicado, a CDU recorda que, em 2020, após várias iniciativas promovidas pela população, incluindo concentrações, abaixo-assinados e intervenções em diferentes órgãos autárquicos e na Assembleia da República, foi implementada a vigilância através de elementos da PSP, reconhecendo-se então a necessidade de reforçar a segurança naquela travessia ferroviária.
A coligação lembra igualmente que, na altura, foi travada a intenção de encerrar definitivamente a passagem de nível e transferir a travessia cerca de 277 metros para sul, uma solução que, considera, prejudicaria o acesso da população ao cais, à Fábrica das Palavras, ao estacionamento, ao Jardim Municipal e à frente ribeirinha.
Para a CDU, a decisão de terminar a vigilância está também relacionada com o projeto de quadruplicação da Linha do Norte, defendendo que a modernização da ferrovia deve ser compatibilizada com a preservação da qualidade de vida da população e com a ligação da cidade ao rio Tejo.
A posição da CDU surge depois de o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, ter igualmente defendido, ao Valor Local, a manutenção do policiamento naquela passagem de nível.
O autarca considera que a decisão da Infraestruturas de Portugal “não faz nenhum sentido”, lembrando que a presença da PSP foi implementada precisamente devido aos vários atropelamentos mortais ocorridos naquele local e que, desde então, a sinistralidade desapareceu.
Fernando Paulo Ferreira garantiu ainda que irá insistir junto da Infraestruturas de Portugal para que a decisão seja revista, defendendo que, enquanto não forem concretizadas as futuras ligações pedonais entre a cidade e a frente ribeirinha, a passagem de nível continuará a ser utilizada intensamente pela população e justificará a presença permanente de agentes policiais.




