A decisão de retirar a vigilância policial da passagem de nível do cais de Vila Franca de Xira continua a motivar reações políticas. Depois das críticas da CDU, da posição assumida pelo presidente da Câmara Municipal, Fernando Paulo Ferreira, e das propostas apresentadas pela Nova Geração, também o Chega considera que a decisão da Infraestruturas de Portugal (IP) coloca em causa a segurança de quem utiliza diariamente aquela travessia ferroviária.
Ao Valor Local, o vereador do Chega na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Barreira Soares, acusa a Infraestruturas de Portugal de não assumir as suas responsabilidades e considera que a retirada dos agentes da PSP representa um risco acrescido para a população.
“É inacreditável a forma como a Infraestruturas de Portugal tem tratado o concelho de Vila Franca de Xira. Esta entidade tem de assumir, de uma vez por todas, a total responsabilidade por aquela travessia”, afirma.
O autarca classifica a decisão de terminar o policiamento como “uma irresponsabilidade gritante”, defendendo que a população fica desprotegida numa passagem de nível que, ao longo dos anos, registou vários acidentes graves.
Barreira Soares considera que, caso a IP mantenha a intenção de retirar definitivamente a vigilância policial, deve avançar de imediato com medidas físicas que impeçam qualquer atravessamento durante a passagem dos comboios.
“Se a IP quer realmente avançar com a remoção dos agentes da PSP, tem a obrigação de instalar no local barreiras físicas modernas e eficazes que impeçam por completo a passagem de viaturas e peões enquanto o comboio circula”, defende.
Na perspetiva do vereador do Chega, a eliminação do policiamento sem a implementação de soluções alternativas de segurança representa um risco inaceitável para os utilizadores da passagem de nível.
“Se insistirem em retirar a segurança sem acautelar esta proteção física, serão diretamente responsáveis por cada vida humana que venha a perder-se naquele local




