O presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, Carlos Alves, garante que não existe um aumento significativo da criminalidade no concelho. O autarca falou sobre o tema durante uma das últimas reuniões do executivo municipal. As conclusões resultam da análise feita no Conselho Municipal de Segurança Alargado. A reunião juntou diferentes entidades para avaliar as principais questões relacionadas com a segurança no município.
“Já temos falado aqui nas questões de segurança por diversas vezes”, começou por referir Carlos Alves. Um dos pontos abordados foi a evolução dos níveis de criminalidade no concelho. Segundo o presidente da Câmara, os dados disponíveis não confirmam um agravamento generalizado da situação. “A conclusão é que não há um aumento significativo”, afirmou.
Carlos Alves reconheceu, contudo, que houve vários episódios concentrados num curto período. Essa sucessão de ocorrências gerou preocupação e uma perceção de maior insegurança entre a população. “Há, sim, um aumento concentrado num período muito reduzido. Isso criou aquele alarmismo de que já falámos do ponto de vista da população”, explicou.
O autarca considera natural que a proximidade entre os eleitos e os munícipes possa influenciar a forma como a situação é percecionada. Os relatos chegam rapidamente à Câmara e às juntas de freguesia. Quando existem vários casos num espaço de tempo reduzido, pode formar-se a ideia de que a criminalidade está a crescer de forma acentuada. “Como somos muito próximos e vamos tendo contacto com a população, que nos alerta para estes casos e incidentes, ficamos com a ideia de que há um aumento exponencial”, disse. Carlos Alves sublinhou que essa leitura não é confirmada pelos números. “Não é verdade. Do ponto de vista objetivo e rigoroso, da frieza dos números, não há um aumento significativo”, vincou. A avaliação teve em conta a comparação entre períodos equivalentes.
De acordo com o presidente da autarquia, os dados não mostram uma tendência continuada de agravamento da criminalidade em Arruda dos Vinhos. Ainda assim, Carlos Alves defende que o município deve continuar atento. O acompanhamento será feito em articulação com as forças de segurança, as freguesias e a população. “Temos de monitorizar e continuar com esta proximidade relativamente às forças de segurança, a todas as freguesias e à população”, salientou.
O Conselho Municipal de Segurança Alargado não se limitou à análise da criminalidade. Foram também avaliadas as ocorrências nas áreas do socorro, da proteção civil e do combate a incêndios. Para Carlos Alves, esta discussão permitiu fazer uma leitura mais rigorosa da realidade do concelho. Permitiu também separar a perceção causada pela proximidade temporal de alguns casos da evolução efetiva registada nos dados oficiais.
Para o autarca “houve uma concentração durante um período muito curto. Isso deu-nos a perceção de que as coisas estavam um bocadinho descontroladas”, reconheceu. No entanto, voltou a afastar a existência de um aumento generalizado. “Em termos comparativos, não é verdade”, concluiu Carlos Alves.




